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Kamai critica gastos de Bocalom e afirma que prefeitura ‘tem dinheiro quase contado’ enquanto falta água em Rio Branco

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 12/12/2025 16:12
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O vereador André Kamai (PT) afirmou que a Prefeitura de Rio Branco não possui recursos sobrando em caixa e que “o dinheiro é quase contado”, ao comentar a situação do abastecimento de água na capital acreana, que vem enfrentando agravamento nos últimos dias. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, da TV Gazeta, nesta sexta-feira, 12.

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“Esse é um sistema caro, difícil de conduzir. Rio Branco é uma prefeitura que não tem dinheiro sobrando, não tem. Essa história de que tem dinheiro sobrando não existe. A gente tem um dinheiro quase que contado. O orçamento é menor que o do ano anterior”, destacou.

Kamai também criticou o prefeito Tião Bocalom pelo que classificou como gasto excessivo com a decoração natalina, que incluiu pisca-piscas, show de drones e brinquedos, totalizando quase R$ 8 milhões.

“Uma prefeitura que enfrenta falta de água, ruas esburacadas nos bairros, problema de merenda escolar, com criança comendo arroz com ovo, e postos de saúde sem omeprazol, não deveria investir quase R$ 8 milhões em pisca-pisca, show de drone e brinquedos para o Natal. Não estou dizendo que não deve ter iluminação, deve sim, mas dentro das condições da nossa cidade. Esses R$ 8 milhões poderiam estar sendo investidos no Saerb para resolver o problema da água”, afirmou.

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O vereador relatou ainda ter apresentado um requerimento solicitando que o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) suspendesse os cortes de água, mesmo com o prazo do Refis vigente até 31 de dezembro. “Eu pedi para que cessassem os cortes, mas isso não aconteceu. Ao mesmo tempo em que a água não chega nas casas, o Saerb está nos bairros cortando o fornecimento para pressionar as pessoas a pagar, mesmo com o Refis aberto. É uma questão de prioridade”, disse.

Kamai também ressaltou que, apesar da água não chegar às casas, as contas continuam sendo cobradas e que, de 2024 para 2024, os valores praticamente triplicaram.

“Mesmo a água não chegando na casa das pessoas, de um ano para cá a conta quase triplicou. Tem gente devendo muito dinheiro. Vamos ter que buscar uma solução para isso”, concluiu.

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