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Informalidade avança e gera insegurança entre empresários de Rio Branco, aponta pesquisa

Por Redação Folha do Acre 03/12/2025 16:36
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Levantamento mostra que 74% dos empreendedores veem o mercado informal como ameaça direta à competitividade e ao emprego, em meio a um cenário econômico marcado por instabilidade e cautela

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 A crescente expansão do mercado informal é hoje o principal fator de insegurança para a classe empresarial de Rio Branco. A constatação aparece em pesquisa do Instituto DataControl, encomendada pela Fecomércio/AC e divulgada nesta quarta-feira, 3. O levantamento revelou que 74% dos empresários percebem o avanço da informalidade como ameaça direta à competitividade e à manutenção de postos de trabalho.

 A pesquisa, realizada em 22 de novembro de 2025, que entrevistou 104 empresários e dirigentes de diversos segmentos do comércio, como vestuário, acessórios e calçados, reflete a instabilidade econômica que atinge o setor produtivo.

 O assessor da Fecomércio/AC, Egídio Garó, destacou que o cenário exige atenção redobrada, pois a informalidade corrói as bases do mercado organizado e compromete a capacidade das empresas de gerar empregos formais. “Quando o empresário deixa de competir em igualdade de condições, toda a cadeia produtiva sente”, afirmou.

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 Segundo o estudo, a percepção de insegurança econômica é generalizada, já que 76,9% dos entrevistados demonstram preocupação com o enfraquecimento do mercado interno e o aumento do desemprego. Garó reforçou que essa apreensão não é local, mas parte de um movimento nacional. “A instabilidade econômica internacional e os reflexos nos custos de operação atingem especialmente as micro e pequenas empresas, que são maioria no Acre”, disse.

 O estudo revela ainda mudanças no perfil das contratações. Na hora de contratar, a escolaridade do candidato não faz diferença para 46,2% dos entrevistados, enquanto 53,8% admitem considerar o fator. A exigência é mais acentuada para 43,3%. Já o gênero é considerado irrelevante por 59,6%, embora 40,4% levem em conta, dependendo do ramo e da função. A idade também se mostra indiferente para 57,7%; os 42,3% que consideram, em geral, buscam candidatos com até 29 anos.

 O perfil mais valorizado, no entanto, é outro. Para 53,8% dos pesquisados, a pessoa proativa tem melhores condições de sair do desemprego. A qualificação profissional aparece como fator decisivo para 23,1%.

 Entre os motivos para desligamentos, o principal para a finalização de contratos nas empresas ouvidas é a “rescisão espontânea” (66,3%), seguida por demissão sem justa causa (22,1%) e com justa causa (11,5%). Segundo Garó, isso demonstra um movimento duplo. “De um lado, há colaboradores em busca de melhores salários e, de outro, empresas que tentam reorganizar suas equipes para sobreviver”, explicou.

A perspectiva para a recuperação do mercado de trabalho é cautelosa. Para 40,4% dos empresários, o mercado só deve se equilibrar em cinco anos. Outros 34,6% estimam quatro anos, enquanto 25% preferem não arriscar uma previsão.

 Apesar das incertezas, a pesquisa identificou um cenário dividido, pois 33,7% dos entrevistados veem condições de crescimento no curto prazo. Já 32,7% preveem piora, e 26% projetam estabilidade. Outros 7,7% não souberam opinar.

 Mesmo diante do cenário desafiador, 90,4% dos empresários afirmam conduzir seus negócios com um plano formal de vendas, enquanto apenas 9,6% dependem apenas da própria experiência – um indicativo de que o comércio local tenta se organizar para atravessar o período turbulento. “O empresariado acreano não recuou. Pelo contrário, está se preparando, planejando e buscando alternativas. Isso é o que mantém a economia viva”, concluiu o assessor.

Assessoria Fercomércio

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