Início / Versão completa
Política

Com aprovação do PL da Dosimetria, Bolsonaro pode cumprir apenas 3 anos em regime fechado em vez de 8

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 10/12/2025 07:29
Publicidade

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 10, o projeto que altera a dosimetria das penas aplicadas a condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A medida atinge diretamente os réus pelos atos de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Publicidade

O texto aprovado muda a forma de cálculo das condenações: as penas previstas para os crimes de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito deixam de ser somadas. Pela nova regra, passa a valer apenas a pena mais alta — a de tentativa de golpe de Estado, que varia de 4 a 12 anos. A mudança pode reduzir significativamente as condenações impostas pelo STF no julgamento de setembro.

Segundo o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Bolsonaro poderia ter o tempo em regime fechado reduzido para cerca de pouco mais de 3 anos, caso trabalhe e estude enquanto estiver preso. Antes da votação, o parlamentar já havia afirmado que o projeto diminuiria o total da pena do ex-presidente, atualmente fixada em 27 anos e três meses.

Hoje, a estimativa da Vara de Execuções Penais é de que Bolsonaro permaneceria em regime fechado até abril de 2033, o que corresponde a mais de sete anos de cumprimento da pena. Com a nova modelagem, esse período seria encurtado consideravelmente.

Publicidade

O PL da Dosimetria foi aprovado por 291 votos a favor e 148 contrários. Dos deputados do Acre, 4 votaram a favor, sendo eles: Antônia Lúcia (Republicanos), Coronel Ulysses (UB), Roberto Duarte (Republicanos) e Zezinho Barbary (PP), 2 contra: Meire Serafim (UB) e Socorro Neri (PP), e 2 ausentes: Eduardo Velloso (UB) e Zé Adriano (PP).

Agora, segue para análise do Senado Federal. Após a votação no Senado, o projeto ainda dependerá da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode vetá-lo total ou parcialmente. Eventuais vetos poderão ser derrubados posteriormente pelo Congresso.

Na terça-feira, 9, deputados governistas tentaram retirar a proposta da pauta, mas a manobra foi rejeitada por 294 votos a 146.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.