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Vereadores cobram fim do monopólio da Ricco e criticam gestão Bocalom pelo caos no transporte coletivo

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 25/11/2025 11:53
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Acidente na Ponte Metálica reacende debate sobre ônibus velhos e falta de licitação em Rio Branco

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A Câmara Municipal de Rio Branco criticou a administração do prefeito Tião Bocalom (PL) após dois incidentes graves com ônibus da empresa Ricco Transportes na Ponte Metálica, no último domingo (23/11). Em um deles, mãe e filho foram arremessados para fora do veículo quando a porta lateral se abriu. No mesmo dia, outro coletivo quebrou no meio da travessia, bloqueando o trânsito e dificultando a passagem de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O vereador Leôncio Castro (PSDB) pediu mais fiscalização e defendeu que a Ageac (Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre) assuma a regulação do transporte coletivo, nos moldes do acordo já existente com o Saerb (Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco). “Os ônibus estão caindo aos pedaços. É inadmissível que essa empresa continue operando”, disse.

O vereador Zé Lopes (Republicanos) lembrou que a Ricco atua há quatro anos sem licitação, apenas com contrato provisório. Ele denunciou que o projeto de lei complementar em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) abre brechas para que a licitação não ocorra, favorecendo a empresa. “A população quer ônibus novos e empresas diferentes. O prefeito iludiu as pessoas na campanha e não cumpriu”, afirmou.

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O vereador André Kamai (PT) afirmou que vai denunciar o caso na Justiça, reforçando que os problemas já colocam vidas em risco. “Estamos perto de uma tragédia. Passageiros foram arremessados na ponte e outro ônibus pegou fogo no Terminal Urbano”, disse. Ele lembrou que uma ação popular levou o Ministério Público do Acre (MPAC) a se manifestar e apontou que a prefeitura mantém contratos ilegais que favorecem a Ricco.

Outros parlamentares, como Elzinha Mendonça (PP) e Eber Machado (MDB), também cobraram providências. O consenso na Casa é de que a prefeitura precisa acelerar a licitação e abrir espaço para novas empresas, garantindo veículos modernos, rotas eficientes e segurança para os passageiros.

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