Início / Versão completa
Destaque

Três deputados acreanos apoiam PEC da Reforma Administrativa, proposta que altera regras do serviço público

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 17/11/2025 13:53
Publicidade

A reforma administrativa (PEC 38/2025), em discussão no Congresso Nacional, recebeu o apoio de 171 deputados federais, entre eles três representantes do Acre: Antônia Lúcia (Republicanos), Zé Adriano (PP) e Zezinho Barbary (PP). A proposta, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara, tem gerado amplo debate por promover mudanças estruturais no funcionamento do serviço público brasileiro.

Publicidade

A PEC 38/25 é organizada em quatro eixos principais:

⦁ aumentar a eficiência na administração pública, com metas e foco em resultados;
⦁ garantir inclusão digital por meio do governo eletrônico;
⦁ profissionalizar e reestruturar carreiras do Executivo;
⦁ eliminar privilégios, como a aposentadoria compulsória para magistrados e membros do Ministério Público.

As novas regras não se limitam ao governo federal e também alcançarão estados e municípios. A intenção declarada é modernizar a máquina pública e melhorar a efetividade das políticas governamentais.

Publicidade

Um dos pontos centrais da proposta é a criação de mecanismos de planejamento estratégico, com acordos de resultados, metas anuais e avaliações periódicas de desempenho. Esses indicadores influenciarão progressões na carreira, nomeações para cargos em comissão e pagamento de bônus. O texto prevê ainda que eventuais avaliações negativas poderão ser revistas por um colegiado, garantindo contraditório e ampla defesa ao servidor.

A PEC também propõe mudanças profundas nas formas de ingresso e permanência no serviço público. Entre elas, a chamada “entrada lateral”, que autoriza que até 5% das vagas de determinadas carreiras sejam ocupadas por profissionais externos, sem a necessidade de concurso público. O ponto é alvo de críticas por abrir margem para indicações políticas e reduzir oportunidades para candidatos que se preparam para concursos.

Outra medida polêmica é a previsão de que novos certames dependam de um dimensionamento prévio da força de trabalho, o que pode restringir a abertura de concursos conforme vacâncias e substituir essa prática por estratégias das gestões públicas.

A proposta também estende o período de estágio probatório e altera benefícios tradicionais, como licenças-prêmio e adicionais por tempo de serviço, temas que têm mobilizado sindicatos e servidores em todo o país.

A PEC 38/2025 segue em tramitação e está sob análise em comissão especial.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.