Início / Versão completa
Destaque

MPAC reabre caso de idosa morta após ação policial em Rio Branco; entenda o caso

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 13/11/2025 11:43 Atualizado em 13/11/2025 11:57
Publicidade

Novos vídeos ignorados pela investigação levam promotora a pedir nova apuração

Publicidade

O Ministério Público do Acre (MPAC) decidiu reabrir o caso da aposentada Maria José Pereira, de 67 anos, que faleceu após uma abordagem da Polícia Militar (PM) dentro de sua casa, no bairro Pista, em Rio Branco. A decisão foi tomada pela promotora Maria Fátima Ribeiro Teixeira após surgirem gravações que não haviam sido analisadas na apuração anterior.

A operação ocorreu em fevereiro de 2024. Na ocasião, integrantes da corporação entraram na residência sem autorização judicial, alegando que procuravam o filho da vítima, suspeito de furto. No entanto, conforme documentos apresentados pela família, o homem já estava preso havia dois anos. Durante o tumulto, a idosa passou mal, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e morreu dias depois de um infarto.

Como o processo foi retomado

Publicidade

O caso havia sido encerrado por falta de provas. No entanto, as filhas de Maria José, Márcia e Magna Pereira, procuraram o MPAC e entregaram novos vídeos da ação. Além disso, o Juizado Especial Criminal também encaminhou imagens que mostram os momentos da abordagem.

Ao revisar os documentos, a promotora percebeu que os materiais não foram considerados pela Corregedoria da PM, responsável por investigar a conduta dos militares envolvidos. Por esse motivo, ela determinou que o processo fosse reaberto e que todo o material fosse enviado para nova avaliação.

Idosa passou mal após policiais invadirem sua residência. Ela não resistiu e faleceu/Foto: Reprodução

O que mostram as imagens

As gravações reforçam a versão da família de que houve excesso por parte dos policiais. Em outro processo, as filhas foram acusadas de desacato, mas acabaram absolvidas. Segundo o juiz, elas estavam emocionalmente abaladas, e a postura dos servidores foi desproporcional, o que contribuiu para o descontrole.

Durante a audiência, uma das mulheres relatou que um dos policiais chegou a zombar da situação, dizendo que “o caso já estava arquivado”.

Quem são os citados

Um dos nomes mencionados no boletim de ocorrência é o policial Manoel Ribeiro do Nascimento Neto. Ele é apontado como o responsável por agredir a advogada de defesa Helane Christina, na delegacia, quando ela tentava acompanhar as vítimas. Outros três integrantes da PM participaram da ação, mas ainda não foram identificados publicamente.

O que acontece a partir de agora

Com a reabertura do processo, a Corregedoria terá que analisar os vídeos e documentos que foram ignorados anteriormente. Se for comprovado que houve abuso, os envolvidos podem ser responsabilizados.

CONFIRA O DESPACHO NA ÍNTEGRA

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.