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Calixto reage à fala de Márcio Bittar e diz que PL é bem-vindo, mas ressalta: “Temos uma candidata”

Por Por Gina Menezes, da Folha do Acre 24/11/2025 08:38 Atualizado em 24/11/2025 08:50
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O secretário de Governo, Luiz Calixto, comentou nesta segunda-feira (24) a declaração feita pelo senador Márcio Bittar (PL-AC) durante a inauguração da Ponte da Sibéria, em Xapuri.

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Na ocasião, Bittar afirmou que “não pode levar o PL para onde não é bem-vindo”, frase que gerou desconforto entre aliados do governo e foi interpretada como uma pressão pública para moldar a formação da aliança para 2026. Vale lembrar que, ao lado do senador, estava justamente o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apontado como nome do PL para disputar o governo.

Procurado pela reportagem, Luiz Calixto respondeu de forma diplomática, mas firme.

Segundo ele, o PL é bem-vindo, porém há um ponto inegociável no diálogo político: “O PL é muito bem-vindo, mas tem que saber, no entanto, que nós temos uma candidata”, disse.

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A fala de Calixto confirma o que já circula nos bastidores: o governo mantém a posição de que o projeto eleitoral de 2026 passa, obrigatoriamente, pela vice-governadora Mailza Assis, pré-candidata colocada pelo Palácio Rio Branco e costurada desde o início do ano.

Clima político tenso e Mailza segue cabeça de chapa

A resposta do secretário é lida como um freio na tentativa de Bittar de impor uma narrativa de que a entrada do PL na aliança dependeria de condições impostas por ele próprio. O senador, no evento em Xapuri, chegou a repetir sua fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que não pode levar o partido “para onde não é desejado”.

Aliados do governo consideraram a frase desnecessária e inoportuna, já que o palco era institucional e voltado à entrega da obra.

Com a manifestação de Calixto, o recado do governo Gladson Cameli fica evidente: não há renegociação sobre a cabeça de chapa e Mailza continua sendo o nome apoiado internamente.

A resposta enxuta, mas carregada de significado político, joga luz sobre o clima real das articulações nos bastidores: o governo aceita composições, mas não aceita imposições.

 

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