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Associação pode deixar de atender 100 crianças autistas por falta de resposta do Conselho de Assistência Social de Rio Branco

Por Redação Folha do Acre 06/11/2025 08:46
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A Associação Família Azul do Acre (AFAC), referência no apoio a crianças e adolescentes com autismo em Rio Branco, vive um impasse que pode comprometer o atendimento de mais de 100 famílias. A presidente da entidade, Heloneida da Gama, usou as redes sociais para fazer um apelo público às autoridades, exigindo uma resposta oficial do Conselho Municipal de Assistência Social sobre a negativa de reconhecimento da associação.

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Desde julho de 2025, a AFAC busca regularizar sua situação para poder receber recursos públicos e internacionais. A entidade já enviou ofícios e realizou mudanças estruturais no seu estatuto com o objetivo de se adequar aos critérios exigidos para atuar na área da assistência social. No entanto, mesmo com os esforços, a associação não recebeu qualquer resposta formal do Conselho, apenas informações extraoficiais de que a entidade “não foi aprovada”.

Durante o desabafo, Heloneida destacou que, sem esse reconhecimento, a AFAC não pode receber emendas parlamentares nem apoio institucional. Isso coloca em risco a continuidade das terapias de 105 crianças e adolescentes, uma vez que o financiamento atual é insuficiente para manter os atendimentos no próximo ano. “Ano que vem, essas crianças vão ficar sem terapia. Porque eu não tenho apoio. E o que custa dar essa resposta?”, questiona a presidente.

A dirigente também criticou a falta de transparência e respeito por parte dos órgãos competentes. “Fiz dois ofícios e até hoje não tive a dignidade de ter uma resposta. As pessoas acham que eu vou ficar calada, como muitos colegas ficam. Eu não vou”, afirmou. Heloneida deixou claro que a luta não se limita ao Acre e que, se necessário, levará a questão diretamente ao Ministério da Cidadania, em Brasília.

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Além da cobrança direta ao diretor de assistência e presidente do Conselho, Ivan Rulf, a presidente reiterou que não atenderá mais ligações ou mensagens informais sobre o caso. “Eu quero um posicionamento por escrito. Seja positivo ou negativo. Eu preciso saber por que não podemos fazer parte”, enfatizou. O tom foi de indignação, mas também de persistência, revelando a gravidade da situação enfrentada por centenas de famílias.

Por fim, Heloneida estabeleceu um prazo: espera uma resposta até sexta-feira. Caso contrário, pretende intensificar sua mobilização nacional. A AFAC, que há anos atua com dedicação e voluntariado, pede apenas a oportunidade de continuar o seu trabalho de forma legal e estruturada, com o respaldo que as famílias de autistas merecem.

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