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Acre tem uma das menores disparidades salariais entre mulheres e homens no país

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 04/11/2025 09:55
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Relatório federal aponta destaque do estado na distribuição de renda; práticas empresariais refletem tendências nacionais

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O Acre está entre os estados com menor distância de remuneração entre profissionais do sexo feminino e masculino, conforme o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em conjunto com o Ministério das Mulheres (MM). A diferença média registrada no estado é de 9,1%, bem inferior à média brasileira, que chega a 21,2%.

O estudo avaliou mais de 19 milhões de vínculos formais em companhias com 100 ou mais colaboradores. Considerando todas as regiões do país, os homens recebem, em média, R$1.049,67 a mais do que suas colegas de profissão. Contudo, essa desigualdade é consideravelmente menor no Acre, o que pode sinalizar avanços na promoção da justiça salarial. A ministra Márcia Lopes ressaltou que transformar a cultura organizacional ainda é um obstáculo, mas que a legislação sobre igualdade de remuneração (Lei nº 14.611/2023) deve ser respeitada.

Embora o relatório não apresente dados específicos por unidade federativa, as iniciativas adotadas pelas corporações em âmbito nacional ajudam a ilustrar o contexto. Entre essas ações estão programas de ascensão profissional para funcionárias, estímulo à contratação de mulheres negras, chefes de família e pessoas LGBTQIA+. Também são citadas práticas como ampliação da licença parental, oferta de auxílio-creche e flexibilização de horários, esta última presente em 44% das empresas com mais de cem empregados.

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Segundo o levantamento, a fiscalização também foi intensificada. Ao longo de 2025, foram realizadas 787 inspeções em todo o território nacional, resultando em 154 autos de infração. As organizações são obrigadas a divulgar seus relatórios de igualdade salarial, e mais de 38 mil já acessaram o documento. No caso do Acre, os dados revelam que, apesar dos obstáculos, o estado está entre os que mais progrediram na diminuição da diferença de rendimentos entre os gêneros no ambiente profissional.

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