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Cotidiano

Quase 90% dos empresários de Rio Branco estão preocupados com tarifaço do Trump, diz pesquisa

Por Redação Folha do Acre 29/10/2025 08:32 Atualizado em 29/10/2025 09:51
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Um estudo recente conduzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto DataControl, traça um panorama do mercado de trabalho voltado para pessoas jurídicas em Rio Branco. Realizada no dia 27 de setembro de 2025, a pesquisa contou com a participação de 104 empresários e dirigentes de empresas comerciais da capital acreana, sob a ótica da pessoa jurídica.

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Foram entrevistados 104 empresários e dirigentes de lojas de Rio Branco, representando os segmentos de vestuário (29,8%), acessórios (23,1%), calçados e bolsas (10,6%), óticas (8,7%), cosméticos (7,8%), farmácias (3,8%), móveis e eletrodomésticos (3,8%) e outros setores (12,4%).

A pesquisa

A situação de risco econômico decorrente do tarifaço imposto pelo governo americano e de outros fatores que afetam o setor produtivo brasileiro se apresenta como motivo de grande preocupação, tendo em vista os prejuízos causados a inúmeras atividades que contribuem significativamente para a formação de riquezas internas. Esse cenário já se evidencia com o aumento do desemprego, que impacta negativamente a capacidade de consumo no mercado interno.

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Diante desse efeito danoso, 86,1% dos empresários e dirigentes de estabelecimentos comerciais em Rio Branco demonstram preocupação com o mercado de consumo, considerando o contingente de pessoas desempregadas em busca de espaço na economia acreana.

O mercado informal em Rio Branco

Um dos fatores que comprometem a atividade econômica organizada é o crescimento do mercado informal, atualmente em plena expansão.

Para 71,3% dos entrevistados, a informalidade preocupa quanto à fatia de mercado das empresas organizadas. Outros 25,9%, no entanto, não demonstram a mesma preocupação.

Exigências para a contratação de pessoal nas empresas de Rio Branco

Para a contratação de pessoal, 55,6% das empresas exigem algum nível de instrução acadêmica, especialmente o ensino médio, condição confirmada por 49,1% dos entrevistados. No entanto, 44,4% não expressam tal exigência.

Com relação ao gênero, 68,5% das empresas representadas afirmam não fazer distinção. Porém, 31,5% consideram o sexo do candidato relevante, a depender da função a ser ocupada.

Quanto à idade, o critério é indiferente para 38,0% das empresas. Ainda assim, 62,0% adotam limite etário para contratação, sendo que 58,2% preferem candidatos com até 29 anos.

Motivos comuns para demissão nas empresas

Entre os motivos que resultam em desligamento de pessoal, 61,1% dos entrevistados apontam a demissão espontânea como principal causa. Outros 22,2% mencionam a demissão sem justa causa, enquanto 16,7% indicam a demissão por justa causa.

Tempo estimado para estabilização do emprego em Rio Branco

Para 48,1% dos empresários de Rio Branco, o tempo estimado para a estabilização do mercado de trabalho na economia local deve ultrapassar cinco anos. Outros 32,5% acreditam que esse prazo será de até quatro anos, enquanto 19,4% preferiram não se manifestar.

Sugestões para acesso ao mercado de trabalho em Rio Branco

Na opinião de 67,6% dos pesquisados, a demonstração de proatividade é uma característica valorizada pelo mercado de trabalho. Além disso, 13,0% entendem que a busca pela qualificação profissional por parte dos desempregados desperta maior interesse dos empregadores.

Outros 10,2% acreditam que o investimento em soluções voltadas à melhoria da qualificação aumenta as chances de contratação, enquanto 9,2% destacam a criação de novas oportunidades como fator essencial para a abertura de vagas de emprego.

Cenário do mercado de trabalho em Rio Branco

Mesmo diante de uma economia fragilizada, 37,0% dos empresários e dirigentes de lojas em Rio Branco apostam em crescimento no curto prazo. Já 36,1% acreditam em um cenário de estabilidade, enquanto 26,9% projetam redução nas vendas e no consumo.

Empresas com plano de vendas periódicas

84,3% dos empresários e dirigentes de lojas da capital afirmam conduzir suas atividades com base em um plano formal de vendas. Outros 15,7% confiam na experiência própria e na rotina de gestão como estratégia principal.

O levantamento integra a série de estudos desenvolvidos pela Fecomércio-AC, em parceria com o Instituto DataControl, com o objetivo de oferecer uma leitura realista do ambiente econômico local. A pesquisa visa subsidiar políticas públicas, orientar estratégias empresariais e fortalecer a atuação das empresas acreanas diante dos desafios do mercado de trabalho e da economia regional.

Assessoria Fecomércio

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