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Política

‘Não podemos esperar acontecer uma tragédia para agir’, diz deputada sobre possível intoxicação por metanol no Acre

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 07/10/2025 11:42
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Na manhã desta terça-feira, 7, durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada estadual Maria Antônia levou à tribuna duas preocupações importantes: o atendimento limitado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município de Marechal Thaumaturgo e o aumento dos casos de intoxicação por metanol registrados no país.

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De acordo com a parlamentar, o serviço do SAMU em Marechal Thaumaturgo funciona atualmente apenas das 7h às 19h, o que tem causado preocupação entre os moradores. “A população está pedindo o atendimento 24 horas, o que é justo. Se acontecer algum acidente fora desse horário, as pessoas ficam desassistidas. Por isso, faço esse pedido ao governo do Estado e à Secretaria Estadual de Saúde para que ampliem o serviço no município”, afirmou.

Maria Antônia destacou que Marechal Thaumaturgo é uma região de difícil acesso e que o funcionamento integral do SAMU é essencial para garantir atendimento emergencial em casos graves. “As pessoas não podem ficar sem socorro quando mais precisam. É uma questão de vida”, reforçou.

A deputada também aproveitou o momento para alertar sobre os casos de intoxicação por metanol relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Segundo dados do Ministério da Saúde mencionados por ela, já foram confirmados 225 registros em todo o país.

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“É uma situação muito grave. Há rumores de um possível caso em Rio Branco e um registro suspeito em Porto Velho. As autoridades de vigilância sanitária, saúde e segurança precisam ficar atentas e fiscalizar os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas. Não podemos esperar acontecer uma tragédia aqui para agir”, alertou.

Maria Antônia concluiu reforçando o pedido de atenção das autoridades estaduais e federais tanto para a ampliação dos serviços de saúde nos municípios do interior quanto para o monitoramento rigoroso de produtos que possam colocar em risco a vida da população.

“É muito grave. As autoridades de vigilância sanitária, de saúde e de segurança precisam ter essa preocupação e ficar atentas, principalmente nos estabelecimentos que vendem bebidas. Pedimos atenção, mas tenho certeza de que as autoridades responsáveis já estão acompanhando o caso, porque a situação é séria. Já há registros de mortes em várias partes do país e, na nossa capital e no nosso estado, não é diferente”, concluiu.

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