Início / Versão completa
Destaque

Mortes evitáveis de bebês voltam a crescer no Acre; foram 112 óbitos em 2025

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 28/10/2025 09:43
Publicidade

Estado registra alta de 4,7% nos óbitos infantis e fetais em relação ao ano anterior, segundo levantamento do Ministério da Saúde

Publicidade

O número de falecimentos de recém-nascidos e fetos por causas que poderiam ser prevenidas voltou a subir no Acre em 2025. Entre janeiro e agosto, foram contabilizadas 112 ocorrências no local onde os eventos aconteceram. Esse total representa um acréscimo de 4,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando foram registrados 107 episódios, conforme informações do Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal, mantido pelo Ministério da Saúde (MS).

Rio Branco concentrou a maior parte dos registros, com 73 notificações neste ano. Apesar disso, houve queda de 21,5% em comparação com 2024, quando foram anotadas 93 perdas. Em contrapartida, outros municípios apresentaram crescimento. Feijó passou de quatro para sete ocorrências, enquanto Tarauacá manteve estabilidade, com três casos em 2025 e seis no ano anterior.

O estudo aponta que a maioria das mortes aconteceu nos primeiros dias de vida, o que reforça a importância da assistência à gestante e ao atendimento neonatal. Deficiências no acompanhamento pré-natal, na estrutura hospitalar e no suporte ao parto estão entre os principais fatores que contribuem para esse tipo de desfecho. A situação é mais delicada em cidades do interior, onde o acesso aos serviços médicos é mais limitado.

Publicidade

Panorama geral do Acre em 2025

Os municípios com maior quantidade de óbitos infantis e fetais foram Rio Branco (73), Cruzeiro do Sul (16), Feijó (7), Tarauacá (3), Manoel Urbano (2), Sena Madureira (2) e Porto Walter (2). Em seguida, aparecem Assis Brasil (1), Brasiléia (1), Xapuri (1), Jordão (1), Santa Rosa do Purus (1), Mâncio Lima (1) e Marechal Thaumaturgo (1). Já Rodrigues Alves, Plácido de Castro, Porto Acre, Senador Guiomard, Acrelândia, Epitaciolândia, Bujari e Capixaba não registraram nenhum óbito no período.

Embora os números recentes superem os do ano anterior, ainda estão abaixo dos totais registrados em 2023, quando o estado somou 124 mortes evitáveis no mesmo intervalo. A tendência, segundo técnicos da saúde, exige reforço nas políticas públicas voltadas à proteção materno-infantil, com foco na prevenção e na ampliação da cobertura de serviços essenciais.

O MS disponibiliza as estatísticas atualizadas em sua plataforma oficial, permitindo o acompanhamento mensal por município, faixa etária e tipo de causa. A ferramenta é utilizada por gestores e profissionais para orientar estratégias de enfrentamento e reduzir os índices de mortalidade infantil e fetal no país.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.