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Cultura

Escritora fala de aceitação e dos limites do amor em ‘A Casa de Vidro’; livro será lançado na quinta

Por Por André Gonzaga, da Folha do Acre 16/10/2025 09:24 Atualizado em 17/10/2025 12:27
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Suspense psicológico aborda temas como intimidade, culpa e transformação, em uma narrativa de autoficção marcada por urgência e densidade emocional.

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Nascida em Rio Branco, a psicóloga, escritora e mulher trans Gabe L. Alódio, 29 anos, lança na quinta-feira (16/10), às 19h, no Cine Teatro Recreio, seu segundo livro: ‘A Casa de Vidro’. Disponível em plataformas digitais desde setembro, a obra mergulha nas fissuras de um relacionamento em declínio e na fragilidade emocional da protagonista.

Escrito em apenas cinco meses, o romance contrasta com a elaboração lenta de sua estreia literária. Publicada em 2024, ‘Fogo em Minha Pele’ é uma coletânea de poemas que foi desenvolvida ao longo de quatro anos. “O segundo livro sempre revela mais que o primeiro”, provoca a autora.

E revela mesmo. “De certa forma, eu sou a própria Casa de Vidro”, diz ela. A narrativa de autoficção aborda temas como sexualidade, dependência química, identidade de gênero, espiritualidade e saúde mental, todos atravessados por vivências pessoais.

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Embora classificada como suspense, é acima de tudo uma história sobre transformação. “O perdão e o amor mudam as pessoas. E, às vezes, o amor muda violentamente. Eu espero que todos também se identifiquem.”

Sinopse – Na trama, Sofia é uma romancista em crise criativa e afetiva. Isolada com o marido, James, em uma residência envidraçada cercada pela natureza, ela enfrenta o silêncio que se instala após a partida dele para uma viagem. O lar, que deveria acolher, passa a refletir os traumas não ditos.

Apesar de o livro não oferecer respostas fáceis, convida o leitor a encarar o próprio reflexo, mesmo quando ele incomoda. Sem evitar assuntos delicados, a autora comenta a presença de cenas íntimas explícitas. E explica que decidiu incluir essas passagens como resposta ao debate nas redes sociais sobre a representação do sexo na arte e nas mídias em geral.

“É uma estratégia narrativa. Mostra como o personagem vive sua intimidade, o conforto, o desconforto, a violência.” Para ela, o erotismo é parte da existência e, por consequência, da literatura.

O título ‘A Casa de Vidro’ remete à residência Samambaia, que foi especialmente concebida por Sérgio Bernardes para a colega arquiteta Lota de Macedo Soares. Já a abstração que estampa o exemplar dialoga com uma famosa escultura de Louise Bourgeois: ‘Spider’ – uma aranha monumental que evoca força, proteção e vulnerabilidade.

A capa foi criada em colaboração com a engenheira Sabrina Justa, responsável pela planta baixa da residência, e o ilustrador Henrique, que traduziu em traços uma pintura feita pela escritora em 2021. Segundo ela, a composição visual expressa o embate entre o amor visceral (vermelho) e o sentimento contido (azul). “Todo mundo pergunta o que significa. E eu gosto disso”, comenta.

O encontro com o público será realizado no Cine Teatro Recreio, na região da Gameleira, com entrada gratuita. Gabe L. Alódio estará presente para conversar com leitores e autografar exemplares. Com o bom humor, vem a convocação: “Mundo, me leia!”. E talvez seja mesmo hora de embarcar nessa experiência libertadora.

A versão digital está disponível na Amazon por R$ 24,90, e a física, por R$ 79.

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