Início / Versão completa
Destaque

Discussão no STF atrasa envio do PL do piso para servidores da Saúde à Câmara de Rio Branco, diz Aiache

Por Por Matheus Aguiar, da Folha do Acre 08/10/2025 10:05
Publicidade

Na manhã desta quarta-feira, 8, o vereador Aiache (Progressistas) explicou, em entrevista, a atual situação do projeto de lei que trata do piso nacional dos agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). Segundo o parlamentar, o projeto ainda não foi enviado à Câmara Municipal de Rio Branco devido a uma discussão jurídica em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicidade

“Vai vir, mas não fechou essas negociações. Não vai vir, por causa, infelizmente, de uma decisão do STF sobre o piso, que foi amplamente discutida. Os sindicatos, com seus advogados, vão contrapor, mas não está fechado. Essa semana não vem”, disse Aiache.

O vereador destacou que há uma divergência de interpretações jurídicas sobre o tema. Segundo ele, a Procuradoria do Município entende que a decisão do STF não garante o piso como um direito adquirido, mas os advogados dos sindicatos estão analisando o caso e devem apresentar uma contestação.

“Hoje tem um tema de repercussão geral dentro do STF que, segundo a Procuradoria, não garante o piso como direito. Mas há controvérsias, e os advogados dos sindicatos estão estudando para contrapor o parecer”, explicou.

Publicidade

Enquanto o impasse sobre o piso segue em análise, Aiache informou que um novo projeto de lei deve chegar à Câmara ainda hoje, tratando da possibilidade de ampliação da jornada de trabalho dos agentes de 30 para 40 horas semanais— um pedido feito pela própria categoria.

“O piso é proporcional. Se o piso de 30 horas é um valor e o de 40 horas é outro, aqueles que quiserem poderão optar pelas 40 horas, tendo uma melhora na remuneração”, detalhou o vereador.

Por fim, Aiache ressaltou que a Câmara não pode propor um projeto de lei sobre o piso, pois a iniciativa é exclusiva do Poder Executivo.

“Se a Câmara fizesse, sairia uma ação direta de inconstitucionalidade, porque não temos essa prerrogativa. Mas, se pudéssemos, com certeza faríamos”, concluiu o parlamentar.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.