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Deputado pede esclarecimentos após desaparecimento de documentos sobre a morte de Edmundo Pinto

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 14/10/2025 11:35
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O deputado estadual Afonso Fernandes trouxe à tribuna um tema que, segundo ele, “caiu no esquecimento”: o assassinato do ex-governador do Estado Edmundo Pinto de Almeida Neto, ocorrido em 17 de maio de 1992, no Hotel Della Volpe, em São Paulo, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 14, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

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O parlamentar apresentou um requerimento solicitando que o Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), envie um pedido formal à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para obter informações sobre o caso e verificar o possível extravio de documentos e inquéritos relacionados ao crime.

“Recentemente, eu vi através da imprensa que, um órgão da imprensa, tentando buscar informações ainda a respeito do assassinato do ex-governador do Estado do Acre, Edmundo Pinto Neto, não se encontrou nenhum arquivo mais a respeito desse assunto. É triste saber que, infelizmente, depois que se parte dessa vida para outra, não se tem mais nenhum tipo de valor”, lamentou o deputado.

Afonso Fernandes ressaltou que, mesmo após mais de três décadas, o crime permanece sem explicações claras, levantando dúvidas sobre as circunstâncias da morte do ex-governador e a perda de registros que poderiam esclarecer o caso.

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“Nós, o povo acreano, não podemos ficar calados nem quietos em cima de um motivo desse. Nós estamos falando aqui de um acreano que se dedicava a este povo, que foi governador desse estado e que, infelizmente, teve a sua vida ceifada num acontecimento que, até hoje, não se sabe o porquê. Pior ainda é o sumiço dos inquéritos, dos documentos a respeito deste caso”, afirmou Fernandes.

O deputado também destacou que, já nos anos 1990, o Estado de São Paulo contava com recursos tecnológicos suficientes para o arquivamento de informações policiais, o que torna o desaparecimento de documentos ainda mais preocupante.

“Precisa-se saber o que aconteceu. Até porque, há três décadas atrás, o Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança de São Paulo já trabalhavam com tecnologia. Então, é inadimissível a situação dessa”, defendeu o parlamentar.

Afonso Fernandes pediu o apoio dos demais parlamentares para aprovação do requerimento protocolado na Casa nesta terça-feira. “Eu peço que esse requerimento que eu protocolei hoje nesta casa, seja aprovado pelos novos pares e se tenha alguma informação a respeito deste acontecimento”, concluiu.

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