Início / Versão completa
Mega Destaque

Bocalom admite possibilidade de disputar o governo, relembra quase vitória em 2010 e pode causar racha com grupo de Gladson

Por Por Cherlivan Cavalcante, da Folha do Acre 17/10/2025 20:37 Atualizado em 18/10/2025 10:04
Publicidade

Em entrevista ao Folha do Acre, o prefeito afirmou de Rio Branco, Tião Bocalom, disse que o “futuro a Deus pertence”, mas lembrou derrota de 2010 na disputa ao governo e tem intensificado presença no interior por meio da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), entidade a qual preside.

Publicidade

Bocalom não negou a possibilidade de disputar o governo do Estado em 2026. Em entrevista concedida ao jornalista Cherlivan Cavalcante, do Jornal Folha do Acre, durante agenda em Assis Brasil, o gestor disse apenas que “o futuro a Deus pertence”, mas admitiu que o tema tem sido recorrente nas conversas com eleitores.

Segundo Bocalom, “por onde anda”, tem ouvido principalmente dos mais velhos referências à eleição de 2010, quando perdeu o governo do Acre para o petista Tião Viana por apenas 2,64% dos votos de diferença, menos de 5 mil votos. “Onde eu passo, principalmente os mais velhos falam de 2010, eu ouço muito isso”, frisou.

Nos bastidores, o prefeito tem sido acusado de usar as agendas institucionais da AMAC como uma espécie de plataforma itinerante para manter contato político com prefeitos e lideranças do interior visando as eleições. A estratégia, segundo aliados e críticos, seria uma forma de fortalecer sua base regional antes do período eleitoral.

Publicidade

A movimentação de Bocalom, entretanto, tem provocado um racha dentro da direita acreana. Isso porque a vice-governadora Mailza Assis (PP) é apontada como a candidata natural do governador Gladson Cameli (PP) para a sucessão em 2026.

Enquanto o governador evita confrontos públicos, aliados já admitem que duas pré-candidaturas no mesmo grupo podem dividir a base e enfraquecer o campo conservador no estado.

A fala de Bocalom reacende um fantasma político que o acompanha há 15 anos: a derrota de 2010, quando chegou mais perto de ser eleito governador do Acre. Desde então, ele não esconde o desejo de “corrigir o destino”. Nos corredores da política, a frase “o futuro a Deus pertence” foi lida como um sim velado.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.