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Novas espécies de carrapatos são encontradas no Acre durante pesquisa da Ufac

Por Redação Folha do Acre 25/09/2025 08:02 Atualizado em 25/09/2025 08:57
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Os pesquisadores do Colégio de Aplicação (CAp) da Ufac, Simone Delgado Tojal e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti, publicaram, em inglês e coautoria, artigo na revista “Acta Tropica” (vol. 270), o qual trata de novos registros de carrapatos na Amazônica ocidental brasileira, com notas sobre infecção por riquétsias e evidências moleculares de ‘Amblyomma crassum’ no Brasil.

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O estudo fez o levantamento de carrapatos em fase não parasitária, isto é, presentes no meio ambiente, e de carrapatos parasitando anfíbios, répteis, aves e mamíferos em diferentes municípios do estado do Acre. A pesquisa descreveu pela primeira vez a espécie de carrapato ‘Amblyomma crassum’ para o Brasil, espécie que só havia sido coletada anteriormente na Colômbia. Além disso, o estudo descreveu o primeiro relato do gênero de carrapato ‘Haemaphysalis’ e da espécie ‘Haemaphysalis juxtakochi’ para o Acre.

A professora Simone Tojal liderou a pesquisa, realizada de 2018 a 2022, durante seu doutorado na Universidade Federal São João del-Rei, em Divinópolis (MG). “Tivemos a colaboração e o esforço de muitos outros pesquisadores parceiros e estamos na produção de, pelo menos, mais dois artigos, com mais resultados que necessitam ser divulgados para a comunidade científica”, disse.

Segundo ela, estudar carrapatos tem sua relevância, pois no Brasil são vetores conhecidos por transmitir agentes infecciosos, especialmente a bactéria ‘Rickettsia rickettsii’, responsável pelos casos de febre maculosa brasileira. “Foram detectadas relações inéditas entre espécies de carrapatos e espécies de aves”, acrescentou. “Uma das grandes lições em um trabalho como esse é que a pesquisa envolvendo vetores deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar com foco na saúde animal, saúde do meio e saúde humana.”

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Dionatas Meneguetti também enfatizou a relevância do trabalho. “A realização de pesquisas com carrapatos da região é de fundamental importância para uma vigilância epidemiológica e profilaxia da transmissão de doenças por carrapatos, sendo necessária a expansão de pesquisas nessa área para todo o Estado, visto que muitas regiões ainda são silenciosas devido à falta de estudos.”

Com informações Ascom Ufac

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