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Ministro do Trabalho defende proteção social, combate à informalidade e chama jornada 6×1 de ‘cruel’

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 16/09/2025 17:11
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Durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista nesta terça-feira, 16, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou avanços na geração de empregos, combate à informalidade e políticas de proteção social voltadas para trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

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Marinho ressaltou que a taxa de desemprego atingiu o menor índice da série histórica, enquanto a massa salarial segue em crescimento. “Estamos crescendo a economia e derrubando a taxa de desemprego. É um resultado impressionante e muito positivo para o país”, afirmou.

O ministro também abordou a informalidade, que ainda atinge cerca de 30 milhões de brasileiros. Segundo ele, a carteira assinada deve ser vista como proteção e não como ameaça. “Ninguém pode querer sobreviver do Bolsa Família. As políticas públicas existem para tirar as pessoas da miséria. Hoje, quem assina a carteira de trabalho tem um processo de transição, e caso perca o emprego, retorna automaticamente ao programa. É um colchão de proteção social”, explicou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de enfrentar problemas históricos, como o trabalho infantil e o trabalho análogo à escravidão. Marinho defendeu pactos de responsabilidade entre o governo e setores empresariais, como já ocorre nas cadeias produtivas do café, da uva e do transporte. “Nós não podemos aceitar que uma criança esteja trabalhando quando deveria estar na escola. Precisamos valorizar o trabalho digno e uma sociedade mais justa”, disse.

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O ministro também mencionou a necessidade de repensar jornadas de trabalho no Brasil, citando experiências de empresas que adotaram a semana de quatro dias, resultando em maior produtividade e satisfação dos trabalhadores. Ele destacou ainda que novas tecnologias, como a inteligência artificial, devem ser incorporadas de forma a beneficiar toda a sociedade, e não apenas pequenos grupos econômicos.

“Desde o começo digo que a jornada 6×1 é a mais cruel de todas, globalmente falando, especialmente para as mulheres. Imagine ter apenas um único dia de folga na semana, o domingo. O que é possível fazer nesse tempo? Por isso, a jornada 6×1 é cruel”, destacou o ministro.

Por fim, ao ser questionado sobre a polarização política, Marinho afirmou que o fenômeno começou a se intensificar em 2013, mas que tem origem global e conta com estímulo de setores da extrema direita. Para ele, esse processo vem prejudicando o debate político no Brasil.

“O governo Lula não quer polarizar com ninguém. Queremos simplesmente trabalhar para gerar emprego, renda e melhorar a vida do povo brasileiro. O país é rico, não há justificativa para a pobreza”, concluiu.

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