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II Conferência Nacional do Trabalho reúne lideranças no Acre e discute futuro das relações trabalhistas

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 16/09/2025 12:22 Atualizado em 16/09/2025 12:29
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Na manhã desta terça-feira, 16, o auditório do Sebrae, em Rio Branco, recebeu a II Conferência Nacional do Trabalho, com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho e autoridades local.

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Entre os presentes estiveram o governador do Acre, Gladson Cameli, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanipal Mesquita, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, e o diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Pinheiro.

O secretário da Seict, Assurbanipal Mesquita, destacou o crescimento do setor produtivo no Acre, com avanços no agronegócio e expansão de culturas como soja, milho e café. Ele também citou a pecuária e a suinocultura como atividades em expansão, responsáveis por novas oportunidades de emprego e renda.

“Estamos vivendo um bom momento, mas também enfrentando desafios como a integração internacional e o fortalecimento das exportações. O Acre já busca novas rotas de comercialização com o Peru e avança em setores estratégicos”, afirmou Mesquita.

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O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, reforçou a importância do diálogo para enfrentar os novos desafios do mundo do trabalho e destacou medidas para apoiar empresas atingidas por barreiras comerciais. Segundo ele, o governo federal lançou o programa Brasil Soberano, que prevê R$ 30 bilhões em crédito com condições diferenciadas para companhias afetadas pelos tarifários impostos pelos Estados Unidos.

“O Acre vem crescendo no cenário das exportações. No ano passado, alcançamos a marca histórica de R$ 87 milhões, e só até agosto deste ano já registramos R$ 69 milhões. Mesmo diante da crise e dos tarifários, seguimos avançando”, afirmou Viana. Ele também anunciou a realização do evento Exporta Mais Amazônia, no próximo dia 20, em Rio Branco, que reunirá compradores de 16 países e 67 empresas da região, sendo 20 empresas acreanos e 47 dos demais estados da Amazônia.

Representando a OIT, o diretor Vinícius Pinheiro destacou a importância do diálogo tripartite entre trabalhadores, empregadores e governos. Ele lembrou que o Acre enfrenta desafios estruturais, como altas taxas de informalidade, baixos salários e a exclusão de jovens do mercado de trabalho.

“O diálogo social é essencial para enfrentar problemas históricos, como o trabalho infantil e o trabalho escravo, mas também para lidar com desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e a transição tecnológica. Não basta apenas crescer, é preciso distribuir”, ressaltou Pinheiro.

O ministro Luiz Marinho destacou que, apesar da queda histórica no índice de desemprego, o Brasil ainda precisa superar problemas como precarização, discriminação e desigualdades no mercado de trabalho.

“Não resolvemos ainda os desafios do passado, como o trabalho infantil e o trabalho análogo à escravidão, e já enfrentamos os dilemas do futuro. Precisamos virar página por página e construir um ambiente saudável, que garanta dignidade e produtividade. Isso é responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou o ministro.

Marinho reforçou que a conferência é um espaço para construir consensos e orientar políticas públicas. “Não vamos resolver todos os problemas agora, mas vamos balizar um caminho. O essencial é mostrar que trabalhadores e empresários não são adversários, e sim parceiros para o desenvolvimento do país”, completou.

Já o governador Gladson Cameli reforçou a importância da presença do ministro Luiz Marinho no Acre e destacou o investimento de R$ 1 milhão no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Segundo ele, os recursos vão permitir a implantação da Casa do Trabalhador, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), com cursos de capacitação, inclusive em inteligência artificial.

O governador lembrou que, nos últimos seis anos, o Estado contratou mais de 4,4 mil servidores públicos por concursos e que o setor privado gerou quase 50 mil empregos.

“Nosso maior compromisso é diminuir as desigualdades sociais, e o caminho para isso é a geração de empregos e oportunidades. Ninguém faz nada sozinho. É na união entre governo federal, estadual e sociedade que vamos avançar”, concluiu.

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