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Clendes diz não temer investigação e afirma que se CPI for conduzida com rigor “não fica um vereador na Câmara”

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 15/08/2025 08:31 Atualizado em 15/08/2025 08:47
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Após a Câmara de Vereadores de Rio Branco sinalizar um possível pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de suposto assédio moral contra servidores da RBTrans, o superintendente da autarquia, Clendes Vilas Boas, afirmou nesta quinta-feira, 14, em entrevista ao Gazeta Entrevista, que não teme uma eventual investigação.

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Durante a entrevista, Clendes disse não temer qualquer investigação e fez críticas à atuação dos parlamentares. “Tenho medo nada. Além disso, se a CPI da Câmara for levada a sério, não fica nem um vereador lá. Porque, se for levar a sério, acho que todos têm algum problema relacionado à eleição. Todo vereador, todo mundo tem problema. Se eu quiser criar uma tese para fazer uma denúncia contra qualquer parlamentar e procurar provas, a gente encontra. Sempre aparece alguém para dizer: ‘Ah, isso aqui ele me pagou para votar’. E até mentira aparece”, afirmou.

O gestor seguiu dizendo que, caso decidisse buscar informações sobre seus opositores, encontraria denúncias suficientes para pedir cassações. “Veja bem: se eu for sair em campo, que sou um cara popular dentro das comunidades, e procurar informações sobre as pessoas que estão me atacando, vai surgir algo. Centenas de pessoas vão dizer: ‘Ele me pagou tanto pelo voto’. É só reunir essas pessoas, levar à Câmara e pedir a cassação do vereador. Entendeu? Se eu fosse fazer o que eles estão fazendo comigo agora — campeando para me cassar e me tirar do cargo —, eu até abriria mão do cargo. Mas não tentem tirar a minha paz, nem assassinar a minha reputação”, disse.

A possível abertura da CPI foi anunciada pelo vereador Eber Machado (MDB) após denúncias de servidoras da RBTrans que alegam ter sido vítimas de assédio moral. O caso também está sendo acompanhado pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público do Acre, que já iniciou o acolhimento das vítimas e as apurações dos possíveis casos.

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