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Opinião

Artigo: Entre toga e poder: o drama de Bolsonaro no STF

Por Por Adriano Gonçalves, da Folha do Acre 18/08/2025 10:19
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No calendário do Brasil, alguns dias carregam mais do que datas: eles carregam histórias, tensões e destinos. O 2 de setembro de 2025 promete ser um desses dias. É quando Jair Bolsonaro, figura que polariza o país como poucos na história recente, senta-se — ou melhor, é sentado — no banco dos réus do Supremo Tribunal Federal.

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A cena se assemelha a um grande teatro: ministros com toga, discursos ensaiados, páginas e páginas de acusações, e o país inteiro como plateia. Mas aqui, o roteiro não é de ficção; é a vida real, e a trama é tão complexa quanto qualquer romance político.

Os protagonistas do palco

Alexandre de Moraes é o relator, o mestre de cerimônias desse drama. Cristiano Zanin preside, e outros ministros completam o elenco. Ao todo, cinco vozes que decidirão se Bolsonaro segue como personagem central da política ou se será contido pelo veredito.

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Junto dele, sete outros réus — ex-ministros, militares — formam o núcleo da história que a Justiça tenta descrever como “trama golpista”. Uma palavra pesada que ecoa como trovão em Brasília e nos corações dos brasileiros.

Acusações e simbolismos

As acusações são tão densas quanto a expectativa que paira no ar: tentativa de golpe, ataque ao Estado de Direito, organização criminosa armada, destruição de patrimônio. E, para coroar o enredo, o julgamento ocorre às vésperas do 7 de Setembro, data em que patriotismo e política se misturam em manifestações pelo país.

O mundo observando

Enquanto o Brasil se prepara para essa ópera política, os olhares do mundo inteiro estão voltados para Brasília. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump transformou o julgamento em narrativa internacional: “caça às bruxas”, disse ele, misturando política e economia com tarifas pesadas sobre produtos brasileiros.

O homem por trás da toga invisível

Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, é ao mesmo tempo protagonista e espectador de sua própria história. Sem poder recorrer livremente às redes sociais, cercado de regras e vigilância, parece mais uma figura de romance distópico do que de política cotidiana.

O suspense que une o país

Mais de mil páginas de alegações finais foram entregues, mas nenhuma página explica a emoção de um país inteiro esperando. O Brasil assiste, dividido entre aplausos e vaias, torcendo ou temendo pelo veredito. Não se julga apenas um homem; julga-se o futuro da democracia, a força das instituições, o equilíbrio de um país que ama e teme a política em doses iguais.

No Acre, em cada esquina, em cada café, nos olhares das pessoas, sente-se a ansiedade. A partir de 2 de setembro, a política brasileira ganha um capítulo digno de livro — um capítulo que, como toda boa história, será lembrado por gerações.
Crônica política por Adriano Gonçalves para Folha do Acre

 

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