Início / Versão completa
Destaque

Mãe denuncia que filho autista foi agredido em colégio militar do Acre ao tentar fazer amizade

Por Redação Folha do Acre 01/07/2025 10:46
Publicidade

A mãe de um adolescente de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denuncia que o filho foi agredido em uma escola estadual de Epitaciolândia após ter o assistente educacional removido.

Publicidade

O caso ocorreu na Escola Estadual Cívico-Militar Joana Ribeiro Amed, na terça-feira (24). Segundo Claudiany Sales, o filho, que tem TEA nível 2 — com suporte moderado a grave —, necessita de acompanhamento constante, mas ficou sem o cuidador que o auxiliava nas tarefas diárias.

Horas depois do remanejamento do profissional, o adolescente relatou ter sido atingido por um colega durante o recreio. A mãe registrou boletim de ocorrência, levou o filho para exame de corpo de delito e estuda entrar na Justiça para garantir o retorno do apoio.

“Esse colega ignora ele. Como o autista não tem controle da emoção, ele insiste muito. Eles estavam na hora do recreio e (na escola) tem um local que faz ligação para a quadra, ele estava em um canto que não passa muita gente, e o colega efetuou um, acredito que um soco, e ele levantou o braço e pegou no braço, não pegou no rosto. E ele disse que foi o colega, em todo momento ele apontou que foi o colega”, relatou a mãe.

Publicidade

A Secretaria de Educação do Acre informou, em nota, que o assistente educacional foi transferido para acompanhar outro aluno com necessidade comprovada, atendendo a diretrizes técnicas e a uma solicitação do Ministério Público. A pasta afirmou que o estudante segue assistido por um professor mediador, como previsto na legislação.

A SEE lamentou o episódio e reiterou compromisso com uma educação pública inclusiva.

Leia a nota na íntegra:

Sobre atendimento educacional especializado na Escola Joana Ribeiro Amed – Epitaciolândia

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) informa que, no início do ano letivo, atendeu à solicitação da família de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculado na Escola Estadual Joana Ribeiro Amed, em Epitaciolândia.

Na ocasião, foi autorizado o apoio emergencial de um atendente educacional, em caráter excepcional, enquanto se avaliava tecnicamente a necessidade do acompanhamento.

Conforme diretrizes técnicas da Educação Especial, e em atendimento a uma demanda formal do Ministério Público, o profissional foi posteriormente remanejado para atuar junto a outro estudante da rede, também com laudo e necessidade comprovada. A decisão seguiu critérios pedagógicos, legais e de equidade.

Importante destacar que o aluno segue assistido por um professor mediador qualificado, conforme previsto na legislação vigente e nas orientações técnicas da Educação Especial, não estando desassistido. A SEE reitera que atua com base na análise individual de cada caso, buscando atender com responsabilidade o maior número possível de alunos com necessidades específicas, dentro dos parâmetros legais e das possibilidades operacionais do Estado.

Por fim, a Secretaria lamenta qualquer situação de desconforto ou conflito no ambiente escolar, reafirma seu compromisso com uma educação pública inclusiva e coloca-se à disposição.

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.