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Jarude denuncia omissão do Estado por não pagar medicamento de jovem com câncer

Por Redação Folha do Acre 05/07/2025 12:33 Atualizado em 06/07/2025 21:35
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O drama vivido pela jovem Kailliny, de 17 anos, tem comovido e revoltado centenas de pessoas nas redes sociais após o deputado estadual Emerson Jarude (Novo) denunciar, nesta semana, o descaso do poder público em garantir o tratamento que pode salvar a vida da adolescente, diagnosticada com um câncer grave.

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“Quanto vale a vida do seu filho?” A pergunta do parlamentar é dirigida ao poder público, que, mesmo após uma ordem judicial determinando a compra imediata do medicamento necessário para que a jovem possa realizar o transplante de medula óssea, segue sem cumprir a decisão.

Kailliny tem um irmão compatível para a doação, o que poderia representar uma esperança concreta de cura. No entanto, o remédio que prepara seu organismo para o transplante ainda não foi fornecido pelo Estado.

A mãe da jovem, em desespero, desabafa: “Minha filha não pode esperar. Eu não sei quanto tempo ela vai aguentar.” Segundo ela, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) afirmou não ter verba para adquirir o medicamento, alegando tratar-se de um “medicamento de alto custo” e que o caso será repassado à União.

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Jarude relembra que a Justiça já havia determinado o pagamento em fevereiro deste ano. “O governo recorreu da decisão para não pagar esse dinheiro. Perdeu. E mesmo assim ignorou a ordem judicial. Sabe qual foi a desculpa? Primeiro disseram que iriam esperar o juiz decidir se tinha mesmo que pagar ou não. Depois disseram que estavam sem dinheiro. Depois disseram que o processo não tinha entrado como urgência. Agora dizem que está na fila junto com contas que se arrastam desde dezembro.”

O parlamentar faz duras críticas à seletividade da gestão estadual. “Fila, para quem está lutando contra o tempo. A pergunta é simples: se fosse a fila de um político importante, estaria na fila também? Se fosse um contrato de 8 milhões de reais para alugar um jatinho, já teria sido pago? Se fosse jantar com camarão e vinho caro, a nota já estaria na mão? Mas, quando é uma menina pobre, moradora da Cidade do Povo, aí é diferente.”

Com lágrimas nos olhos, a mãe de Kailliny faz um apelo direto ao governador: “Eu peço que ele olhe encaricidamente para a minha filha, que ele venha fornecer esse medicamento.”

Jarude afirma que continuará denunciando a inércia do poder público. “Eu vou denunciar todas as vezes que a burocracia do Acre tentar esconder a sua covardia atrás de papelada. Eu só espero que a caneta pesada do Estado use sua tinta para pagar o que deve antes que comece a derramar sangue de vidas inocentes”, desabafou Jarude.

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