Início / Versão completa
Política

Brasil anuncia sanções contra Israel por “genocídio” em Gaza, afirma chanceler na ONU

Por Por Adriano Gonçalves, da Folha do Acre 30/07/2025 11:02
Publicidade

Em um pronunciamento de forte repercussão internacional, o chanceler brasileiro Mauro Vieira, representando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, declarou nesta terça-feira (29) na Assembleia Geral das Nações Unidas que o Brasil irá aplicar sanções contra o Estado de Israel, em resposta ao que o presidente Lula tem chamado reiteradamente de “genocídio” contra o povo palestino em Gaza.

Publicidade

A fala do ministro coroa semanas de tensionamento diplomático, com duras críticas por parte do presidente brasileiro à ofensiva militar de Israel em território palestino. Lula tem comparado publicamente os ataques em Gaza ao holocausto, despertando reações negativas de Tel Aviv e seus aliados, mas também ganhando apoio em setores da diplomacia internacional alinhados a uma causa humanitária.

As sanções anunciadas

Suspensão de contratos militares:

Publicidade

O governo brasileiro interromperá qualquer negociação de venda ou compra de armamentos, equipamentos de segurança e tecnologia militar com Israel. A medida inclui a suspensão de acordos de cooperação em inteligência e defesa.

Restrição a importações específicas:

O Brasil irá rever as licenças de importação de produtos de origem israelense ligados a empresas que, segundo o governo, estejam “envolvidas diretamente com o financiamento da ocupação ou com o aparato militar em Gaza”.

Congelamento de acordos bilaterais de inovação e tecnologia:

Convênios firmados nos últimos anos, especialmente nas áreas de cibersegurança, vigilância e tecnologia agrícola, serão suspensos até segunda ordem.

Apoio a moções internacionais de investigação:

O Brasil apoiará formalmente no Conselho de Direitos Humanos da ONU a criação de uma comissão internacional independente para investigar crimes de guerra e possíveis práticas genocidas por parte do governo de Israel em Gaza.

Recuperação da neutralidade diplomática ativa:

Embora não tenha rompido relações, o Itamaraty adotará postura mais incisiva contra Israel em votações na ONU, optando por se alinhar a blocos do Sul Global que exigem cessar-fogo imediato e proteção humanitária aos palestinos.

Reações e repercussões

A medida foi celebrada por entidades pró-Palestina no Brasil e por países que têm criticado a postura de Israel. Em contrapartida, representantes da comunidade judaica brasileira e aliados tradicionais de Israel, como os Estados Unidos, expressaram “profunda preocupação” com a guinada diplomática brasileira.

Fontes do Palácio do Planalto indicam que Lula está disposto a enfrentar os custos diplomáticos dessa posição, apostando que a História julgará com benevolência aqueles que “não se calaram diante do massacre de inocentes”.

A decisão marca uma nova etapa na política externa brasileira, que, sob o governo Lula, volta a se posicionar com mais veemência nos tabuleiros internacionais, mesmo que isso signifique desafiar aliados estratégicos.

“O Brasil não pode ser cúmplice por omissão. O que está acontecendo em Gaza é uma tragédia humanitária que não pode ser normalizada”, disse o chanceler Mauro Vieira em seu discurso.

A expectativa agora é de que o governo publique nas próximas horas os decretos regulamentando as sanções, enquanto a oposição já prepara medidas legais para contestar o posicionamento no Congresso Nacional.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.