Início / Versão completa
Geral

Racismo algorítmico, deepfakes e controle de dados: a rebelião ética da geração Z

Por Por Adriano Gonçalves 16/06/2025 15:05
Publicidade

Mais do que consumidores de tecnologia, jovens exigem transparência, inclusão e justiça nas mãos de quem cria a inteligência artificial.

Publicidade

Enquanto muitas gerações anteriores encararam as inovações tecnológicas com certo deslumbramento, a Geração Z – formada por jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e 2010 – observa a ascensão da Inteligência Artificial (IA) com um olhar mais crítico e responsável. Crescidos em meio à internet, redes sociais e algoritmos, esses jovens demonstram uma postura ética cada vez mais consciente diante dos impactos sociais, culturais e políticos que a IA pode causar.

Ao contrário da simples aceitação passiva da tecnologia, a Geração Z se mostra atenta aos efeitos colaterais do avanço desenfreado da inteligência artificial. Um dos principais pontos de questionamento é o racismo algorítmico — quando algoritmos utilizados em reconhecimento facial, seleção de currículos ou vigilância reproduzem preconceitos históricos, afetando desproporcionalmente minorias raciais e grupos marginalizados. Essa geração não apenas identifica o problema, mas exige que as empresas e desenvolvedores tomem medidas reais para enfrentá-lo.

Outro ponto em destaque é a manipulação de dados pessoais. Nativos digitais por excelência, os jovens da Geração Z compreendem a importância da privacidade digital e sabem que, muitas vezes, seus dados são coletados e utilizados sem o devido consentimento ou transparência. Por isso, tendem a pressionar por políticas de proteção mais rigorosas, que limitem o uso indevido de informações sensíveis.

Publicidade

Além disso, os deepfakes e a desinformação gerada por IA despertam grande preocupação. Em uma época em que a confiança nas fontes de informação é constantemente colocada à prova, os jovens compreendem o risco de uma sociedade onde imagens, vídeos e falas podem ser falsificados com facilidade. Eles reconhecem o potencial dessa tecnologia, mas também defendem a criação de mecanismos de checagem e identificação dessas manipulações.

Essa postura crítica reflete em seu posicionamento político e social. Pesquisas recentes indicam que a Geração Z é mais propensa a apoiar legislações específicas que regulem o uso da IA, com ênfase na transparência, responsabilidade e supervisão ética por parte das empresas de tecnologia. Eles buscam modelos de governança mais humanos, inclusivos e justos, em que a tecnologia esteja a serviço do bem-estar coletivo, e não apenas do lucro corporativo.

A Geração Z demonstra que é possível conviver com a inovação sem abrir mão dos princípios éticos. Ao levantar questionamentos e exigir mudanças estruturais, esses jovens estão moldando o futuro da inteligência artificial com base na equidade, na justiça e na verdade. Em vez de apenas aceitar a IA como uma realidade inevitável, eles escolhem participar ativamente de sua construção — com consciência, coragem e visão de longo prazo.

“A tecnologia progride, mas é a consciência que define o rumo da história.”

Adriano Gonçalves 
Master Coaching in Business International 
@apadrianocoach.ofc

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.