Início / Versão completa
Geral

MP ajuiza ação para que o Estado implemente uso de câmeras corporais por PMs

Por Redação Folha do Acre 17/06/2025 12:59
Publicidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública, ajuizou ação civil pública para obrigar o Estado do Acre a implementar, de forma efetiva e estruturada, a política pública de uso de câmeras corporais por policiais militares.

Publicidade

A medida visa garantir maior transparência nas ações policiais, produzir provas confiáveis, prevenir abusos e proteger os direitos de cidadãos e dos próprios agentes públicos.

A ação é resultado do procedimento preparatório instaurado em abril de 2023 para apurar a aquisição e uso de câmeras operacionais portáteis pelas forças de segurança do estado.

No decorrer da investigação, o MPAC requisitou diversas informações à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ao Comando-Geral da Polícia Militar, mas constatou ausência de planejamento concreto e atrasos na resposta às diligências.

Publicidade

A Polícia Militar chegou a realizar testes técnicos em 2021, reconhecendo a viabilidade do uso das câmeras. No entanto, a iniciativa não avançou para fases efetivas de aquisição ou normatização. Embora tenha sido citada a intenção de adquirir mais de quatro mil dispositivos, não houve definição de cronograma, orçamento ou diretrizes operacionais.

O MPAC também destaca que o Estado do Acre não adotou medidas para garantir a prioridade orçamentária da política nem buscou alternativas de financiamento.

“A utilização de câmeras corporais por agentes de segurança pública é reconhecida como uma medida eficaz na promoção da transparência, na prevenção de abusos e na proteção tanto dos cidadãos quanto dos próprios policiais”, destacou o promotor de Justiça Rodrigo Curti.

Os pedidos

Na ação, o MPAC pede que o Estado adote o uso obrigatório das câmeras durante atividades com potencial risco à liberdade, integridade física ou patrimonial das pessoas, como abordagens, operações ostensivas, cumprimento de mandados judiciais, prisões em flagrante e outras ocorrências sensíveis.

Também foi requerida a gravação contínua e ininterrupta das imagens, até que se estabeleça, com respaldo técnico e jurídico, outro modelo de acionamento.

O MPAC requer, ainda, a apresentação de um plano público e detalhado de implementação, com cronograma de aquisição e distribuição dos equipamentos, critérios de priorização, protocolos de uso e mecanismos de responsabilização por descumprimento das normas.

O plano também deverá prever a divulgação periódica de dados sobre a política em portal oficial, além do envio mensal de relatórios ao Judiciário e ao Ministério Público.

Ascom MPAC

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.