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“Lula e Marina são responsáveis por essa perseguição aos produtores rurais”, diz Roberto Duarte

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 15/06/2025 09:55 Atualizado em 15/06/2025 11:14
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O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) criticou durante uma entrevista concedida ao programa Gazeta Entrevista, da Tv Gazeta, na última sexta-feira, 13, a atuação de órgãos ambientais no Acre e em outros estados da região Norte. Ele afirmou que produtores rurais acreanos vêm sendo prejudicados por multas “exorbitantes” aplicadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de embargos em suas terras.

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“Esse problema não é exclusivo da Reserva Chico Mendes, ele atinge toda a região Norte. Aqui no Acre, por exemplo, o produtor compra 100% da área, paga imposto sobre tudo, mas só pode utilizar 20% para produção. Isso é um absurdo, é uma aberração. Apresentei um projeto de lei na Câmara Federal para ampliar esse percentual para pelo menos 50%, garantindo que o produtor possa trabalhar e que os outros 50% fiquem para preservação”, defendeu o parlamentar.

Duarte também criticou o que classificou como “ações abusivas” dos órgãos ambientais, citando denúncias recebidas sobre abate de gado apreendido. “Recebi denúncias de que estão usando helicópteros pagos com dinheiro público para capturar gado e levá-los para o abate. E agora querem doar essa carne apreendida. Isso é inadmissível”, afirmou.

O parlamentar atribuiu a responsabilidade dessas ações ao governo federal, mencionando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. “Isso tudo é a mando do governo federal. O responsável é o presidente Lula. A responsável é a ministra acreana Marina Silva. Eles são responsáveis por esses órgãos, por essa perseguição aos nossos produtores rurais”, disse.

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Roberto Duarte destacou ainda que o tema será levado a uma audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, prevista para ser votada na próxima terça-feira, 18. Ele informou que a intenção é convocar e ouvir a ministra Marina Silva, presidente nacional do ICMBio, Mauro Pires, presidente nacional do Ibama, Rodrigo Agostinho e superintendentes estadual para prestar esclarecimentos.

Além das pautas ambientais, o deputado também falou sobre o cenário político no Acre e defendeu a necessidade de romper com o que classificou como “coronelismo político” que, segundo ele, estaria há três décadas no comando do estado. Duarte reafirmou seu apoio ao nome do senador Alan Rick (União Brasil) para o governo em 2026, destacando que o Republicanos já fechou aliança em torno da candidatura.

“Estamos construindo uma aliança forte. O MDB é parceiro, temos conversado com outras lideranças e partidos. Defendo essa ruptura política porque o Acre não aguenta mais ser governado pelas mesmas famílias [Viana e Cameli]. Os dados mostram isso: somos líderes em analfabetismo, vulnerabilidade social e baixos índices na educação. Precisamos mudar essa realidade”, argumentou Duarte.

O deputado também revelou conversas em andamento com a ex-deputada federal Mara Rocha, que, segundo ele, está dialogando sobre uma possível filiação ao Republicanos para compor a chapa de 2026. “A Mara está há 3 ou 4 anos sem mandato, mas quando se faz uma pesquisa e se coloca o nome dela, ela aparece pontuando muito bem nas pesquisas, e isso é importante”, destacou o deputado.

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