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Cotidiano

ONU prevê aumento de ondas de calor, secas e incêndios com o avanço do aquecimento global

Por Redação Folha do Acre 28/05/2025 09:47
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De acordo com o novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas, há 10% de probabilidade de as temperaturas globais baterem um recorde anual de calor nos próximos cinco anos, aumentando o risco de secas extremas, inundações e incêndios florais.

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Os dados também indicam que antes de 2030, o mundo possa registrar um ano 2°C mais quente do que na era pré-industrial. Após os dez anos mais quentes já medidos, a última atualização do clima global a médio prazo mostra a ameaça crescente para a saúde humana.

“Acabamos de viver os dez anos mais quentes já registrados. Infelizmente, esse relatório não mostra sinais de abrandamento”, disse Ko Berrett, secretário-geral adjunto da OMM.

Observações meteorológicas em curto prazo e as projeções em longo prazo, indica que existe uma probabilidade de 70% de que o aquecimento médio para 2025-2029 seja superior a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

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O relatório também indica de que 86% de que 1,5°C seja ultrapassado em pelo menos um dos próximos cinco anos, em comparação aos 40% no relatório de 2020.

O aquecimento de 1,5°C é calculado em relação ao período de 1850-1900, antes de a humanidade começar a queimar industrialmente carvão, petróleo e gás, cuja combustão emite dióxido de carbono, o gás com efeito estufa que é o principal responsável pelas alterações climáticas.

Em 2024, o limiar de 1,5°C foi ultrapassado numa base anual pela primeira vez, tornando-se o ano mais quente dos 175 anos observados.

“Isso é inteiramente consistente como o fato de estarmos perto de exceder 1,5°C a longo prazo no final da década de 2030”, comentou o climatologista Peter Thorne, da Univerdade de Maynooth, da Irlanda.

Para atenuar as variações naturais do clima, são utilizados vários métodos para avaliar o aquecimento em longo prazo, como a combinação das observações dos últimos 10 anos com as projeções para a próxima década. Isso dá um aquecimento médio atual de 1,44°C para o período 2015-2030.

Para o diretor dos serviços climáticos da OMM, Chris Hewitt, descreveu como “quadro preocupante” para as ondas de calor e a saúde humana. Ele afirmou que ainda não é demasiado tarde para limitar o aquecimento se as emissões de combustíveis fósseis forem reduzidas.

“Já atingimos um nível perigoso de aquecimento global, com as recentes inundações na Austrália, França, Argélia, Índia, China e Gana e os incêndios florestais no Canadá”, afirma Friederike Otto, climatologista do Imperial College de Londres. “Continuar a depender do petróleo, gás e do carvão em 2025 é uma loucura absoluta”, alerta.

Com informações da Agência Brasil.

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