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Moradores do Calafate fecham URAP em protesto contra troca de coordenador

Por Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 15/05/2025 09:14 Atualizado em 15/05/2025 10:00
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Moradores da região do Calafate bloquearam, na manhã desta quinta-feira (15), o acesso à URAP Rosângela Pimentel, em Rio Branco, em protesto contra a substituição do coordenador da unidade. A manifestação impediu a entrada de pacientes e servidores no local.

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O grupo reivindica a permanência de Francisco, gestor anterior da unidade, alegando que sua saída ocorreu por decisão política, sem a consulta à comunidade atendida. A URAP também atende os bairros Ilson Ribeiro, Portal da Amazônia, Jequitibá, entre outros da regional.

Durante o ato, os manifestantes apresentaram um abaixo-assinado com mais de 3,5 mil assinaturas em apoio ao antigo gestor. A mobilização provocou uma longa fila de usuários que aguardavam atendimento, além de impossibilitar o acesso de enfermeiros, médicos e demais servidores.

“Trocaram o nosso gestor. Isso foi um acordo político. A gente não aceita porque o Francisco é uma pessoa maravilhosa. Ele cuida dos idosos, das crianças, dos deficientes, dos centros de recuperação”, afirmou Vilma Rocha, moradora do bairro Ilson Ribeiro.

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Segundo os manifestantes, o coordenador afastado tinha atuação direta na unidade e atendia até pacientes sem ficha. “Muitas vezes as pessoas chegam aqui de madrugada e não conseguem pegar ficha. Mas ele sempre dá um jeito de atender todo mundo”, acrescentou Vilma.

A secretária do bairro Portal da Amazônia, identificada como Cibele, também criticou a troca. “Ele conhece a realidade de cada bairro. Quando a gente vem pra uma unidade de saúde, já vem debilitado, e ele trata a comunidade com amor. Tira do bolso dele quando precisa. E por que, na época da eleição, ninguém consulta a comunidade antes de fazer essas mudanças?”, questionou.

O presidente da região Aroeira, pastor Aroldo, afirmou que o protesto deve continuar até que a prefeitura apresente uma resposta oficial. “Só vamos sair daqui quando um representante vier nos dar uma resposta. Se não tivermos essa resposta, vamos continuar segunda, terça, quarta, quinta… até o prefeito ouvir a nossa voz”, disse.

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