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Política

Vereador Kamai pede solidariedade da Câmara de Rio Branco à ministra Marina Silva

Por Assessoria 25/03/2025 12:14
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Antes de ser deputada e senadora, Marina foi vereadora da capital

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O vereador de Rio Branco, André Kamai (PT), usou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (25) para pedir que a Casa se solidarize publicamente com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, após declaração polêmica do senador Plínio Valério (PSDB-AM). Durante um evento, o parlamentar afirmou que suportar Marina por “seis horas e dez minutos sem enforcá-la” foi um desafio, referindo-se à participação da ministra na CPI das ONGs.

Para Kamai, a fala do senador representa um ataque violento e inaceitável, especialmente no mês dedicado à luta das mulheres por igualdade e respeito. O vereador destacou que Marina Silva tem história política ligada a Rio Branco, onde iniciou sua trajetória como vereadora antes de se tornar senadora e ministra.

“Essa casa não pode olhar para essa situação e simplesmente fingir que não aconteceu. Marina foi vereadora aqui, iniciou sua vida pública nesta Câmara e nos orgulha como acreana”, pontuou Kamai.

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O vereador também criticou a falta de retratação do senador Plínio Valério, que, ao se manifestar após a repercussão negativa, reforçou que sua declaração foi “uma brincadeira” e disse não se arrepender do que disse. Kamai alertou para as consequências de discursos que naturalizam a violência, especialmente contra mulheres.

“Se um senador da República se sente no direito de dizer publicamente que gostaria de enforcar uma ministra simplesmente porque não gosta dela, quantos homens que ouvem isso se sentem autorizados a agredir suas companheiras, vizinhas ou colegas de trabalho?”, questionou.

O pedido do vereador é para que a Câmara de Rio Branco publique uma nota de solidariedade à ministra e uma nota de repúdio à postura do senador. Segundo ele, o caso é simbólico e precisa ser tratado com a seriedade que merece.

“Não podemos permitir que esse tipo de comportamento seja normalizado. Essa Câmara tem o dever de se posicionar contra qualquer forma de violência e em defesa das mulheres”, concluiu o vereador.

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