Pai de bebê desaparecida nega envolvimento e relata versão sobre sumiço da criança

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O pai da bebê desaparecida na Cidade do Povo, Ismael (nome preservado por questões investigativas), negou qualquer participação no sumiço da filha de três meses e relatou à reportagem sua versão sobre os últimos dias antes do desaparecimento. O caso veio à tona após o linchamento da mãe da criança, Yara Paulino da Silva, 32, na última segunda-feira (24).

Em entrevista, Ismael afirmou que a última vez que viu a filha foi há cerca de três semanas, quando se separou da mãe da criança. “Suspeito que ela [Yara] estava jogando a culpa para cima de mim, mas não fui eu, não sei onde ela está”, declarou.

Segundo seu relato, a ex-companheira teria mencionado que um carro preto parou em frente à casa dela e levou a menina. “Disseram que parecia com o meu carro, mas não fui eu. Não sei onde está nossa filha”, reforçou.

O linchamento de Yara estaria relacionado a um boato disseminado por moradores da Cidade do Povo (CDP) em grupos de WhatsApp, que acusavam a mulher de ter matado a própria filha. A informação, posteriormente desmentida pela perícia, teria sido usada por uma facção criminosa local como justificativa para o assassinato.
Ismael confirmou ter ouvido rumores sobre o suposto crime. “Falaram que tinham encontrado restos mortais e que seriam da nossa filha, mas depois comprovaram que era um cachorro”, disse. Questionado se acreditava que Yara poderia ter cometido o crime, respondeu: “Não sei dizer. A gente não sabe de nada”.

O pai afirmou que, apesar da separação, ajudava financeiramente no sustento da bebê, fornecendo leite e alimentos. Sobre o fim do relacionamento, admitiu que havia constantes discussões. “Era conturbado, a gente brigava muito”, relatou.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desaparecimento da criança e do assassinato de Yara. Até o momento, não há pistas concretas sobre o paradeiro da bebê, que nunca foi registrada civilmente.

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