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Cotidiano

Obras públicas paralisadas no Acre somam R$ 447,8 milhões em investimentos, aponta TCU

Por Redação Folha do Acre 14/02/2025 10:45 Atualizado em 14/02/2025 11:08
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O Acre enfrenta um grave problema de obras públicas inacabadas. De acordo com um relatório atualizado do Tribunal de Contas da União (TCU), o Estado já investiu R$ 447,8 milhões em projetos que permanecem paralisados. O Ministério das Cidades foi o principal repassador de recursos para esses empreendimentos.

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Em janeiro, o TCU já havia classificado o Acre entre os estados com o maior número de obras interrompidas no Brasil. O novo levantamento revelou que, dos 234 projetos previstos, 136 estão paralisados, totalizando um investimento de R$ 464,7 milhões. Até o momento, o Estado destinou R$ 188,4 milhões para tentar reativar essas construções. Entre os setores mais afetados estão saúde, educação básica, infraestrutura, mobilidade urbana, agricultura e ensino superior.

A paralisação dessas obras tem consequências significativas para a população. O engenheiro civil Leandro Moreira, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), destaca os prejuízos causados pela falta de investimentos adequados:

“Quando as obras não são concluídas, a população é a mais prejudicada, pois deixa de ter acesso a serviços essenciais financiados com recursos públicos.”

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Segundo Moreira, a infraestrutura é um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e social, e a paralisação desses projetos representa um grande retrocesso.

O problema das obras inacabadas não é exclusivo do Acre. Em todo o Brasil, mais da metade dos empreendimentos públicos (52%) estavam paralisados até o fim de 2024. O governo federal já investiu mais de R$ 9 bilhões nessas obras, mas seriam necessários R$ 29,4 bilhões para concluí-las.

O total de investimentos em infraestrutura pública no país chega a R$ 110,5 bilhões, mas apenas R$ 24,2 bilhões foram efetivamente aplicados até agora.

Entre os órgãos com maior número de obras interrompidas, o Ministério da Saúde lidera com 4.580 projetos paralisados, seguido pelo Ministério da Educação (4.434) e pelo Ministério das Cidades (1.269). Outros setores também registram números elevados, como o Ministério do Turismo (381), o Ministério do Esporte (331) e a Funasa (249).

Diante desse cenário, a retomada das obras públicas se apresenta como um dos desafios mais urgentes para a gestão estadual e federal.

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