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Internada há mais de 2 meses, bebê que foi mantida no útero após morte da mãe deixa hospital no Acre: ‘Presente de Natal enorme’

Por Redação Folha do Acre 25/12/2024 11:32
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Dois meses e 14 dias. Este foi o tempo que a pequena Cecília Vitória levou para poder ter alta de um hospital em Rio Branco e ir para a casa com o pai, o auxiliar de limpeza Felipe Araújo. Na última segunda-feira (23), ela recebeu alta e, finalmente, pôde ser levada para junto da família.

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A luta de Cecília pela vida foi árdua. A menina ficou internada de outubro até a segunda quinzena de dezembro, e nesse período, a família chegou a pedir ajuda para comprar mantimentos. A mãe, Gisele Gomes, de 22 anos, teve morte encefálica, foi declarada morta no dia 2 de outubro, mas foi mantida por aparelhos para que a bebê ficasse no útero por mais sete dias.

Com a saúde da bebê fortalecida, a família comemora a chegada de Cecília, que ocorreu a tempo do Natal, celebrado nesta terça (25). A princípio, ela estará sob cuidados da avó materna, mas o pai afirma estar acompanhando todos os passos.

“Estamos felizes, era o que a gente estava mais desejando.Depois do falecimento da minha esposa, a gente estava no aguardo da Cecília pegar alta, orando por ela todos os dias. E, graças a Deus ela saiu, a gente está bastante feliz com isso. Os cuidados estão indo super bem, atenção dobrada. Ela está morando com a avó dela, os cuidados vão ser em dobro, e também teve a doação, que a gente recebeu e tudo, do pessoal. Graças a Deus, está tudo ok. Foi um presente de Natal enorme”, disse o pai da menina.

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Cecília ficará, inicialmente, na casa da avó materna – Foto: Arquivo pessoal

Gisele estava grávida de seis meses, tinha 22 anos e morreu após ter um pico de pressão alta, que estourou uma artéria do cérebro e causou hemorragia cerebral.

À época, em conversa com o g1, Felipe explicou que não sabe confirmar se foi um aneurisma, mas disse que os médicos explicaram para ele que a morte foi devido a essa hemorragia.

Gisele faleceu após hemorragia cerebral – Foto: Divulgação

Durante a internação de Cecília, ele conta que a família precisou se desdobrar. Felipe e a avó materna iam ao hospital todos os dias, e se dividiram em turnos.

O pai também reconhece a importância do apoio de todos que fizeram doações e se diz grato pela solidariedade que a família recebeu.

“A gente recebeu bastante doação mesmo. Se eu pudesse agradecer a cada um que doou, mas foi tanta gente que não tem nem como agradecer de um por um”, afirmou.

A mãe teve morte cerebral no dia 2 de outubro, mas precisou ficar com os equipamentos ligados por uma semana para que a criança pudesse nascer. Cecília Vitória foi mantida por sete dias na barriga da mãe e nasceu no dia 9 de outubro com apenas 6 meses e meio.

Ele diz que os médicos decidiram manter a bebê na barriga da mãe, que ficou ligada por aparelhos para salvar Cecília. O casal estava junto há um 1 ano e 9 meses e tinha grandes expectativas para a chegada da filha.

“Como o cérebro para com a morte encefálica, a tendência do corpo é parar, só que a minha filha estava super bem, os batimentos cardíacos bem, a gestação da minha esposa estava tudo ok, e eles mantiveram o corpo da esposa meio que como uma incubadora para minha filha até o dia que ela nasceu”, afirma.

Por G1 Acre

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