Início / Versão completa
Destaque

Inconformado por não voltar ao comando do Iapen, Arlenilson Cunha questiona nomeação de delegado para o cargo de presidente

Por Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 04/06/2024 13:55
Publicidade

 

O deputado Arlenilson Cunha (PL), desde que perdeu o comando do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) em agosto do ano passado, quando Glauber Feitoza – sua indicação para o cargo – foi exonerado da função de presidente da autarquia após uma série de ‘barbeiragem’ administrativa, Cunha tem tentado de todas as formas emplacar alguém ligado a seu grupo político para o comandar novamente aquele instituto. Inclusive, o deputado foi um dos que mais defendeu a destituição do policial penal Alexandre Nascimento do comando do Iapen.

Publicidade

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 4, na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), Arlenilson demonstrou total descontentamento com a nomeação interina do delegado Marcos Frank ao comando do Iapen, após a exoneração de Alexandre Nascimento na última quarta-feira, 29 de maio. Arlenilson questionou o fato de um delegado de polícia assumir um cargo que deveria, segundo ele, por lei, ser assumido por um policial penal de carreira.

“Não tenho nada contra o delegado, pelo contrário. O delegado é profissional de nível elevado. Nada contra a pessoa delegado. Será que não temos nenhum policial penal, no universo de 1.208? Será que não temos um policial penal qualificado? Com todo respeito ao delegado, quem conhece o sistema é quem está lá. É eles que estão lá. Criou-se uma cortina: ‘é questão política’”, disse.

Tentando disfarçar a insatisfação, ou porque não dizer a frustração de não ter alguém de seu grupo político de volta ao comando da autarquia, o parlamentar defendeu que não precisaria ser alguém ligado ao seu grupo, mas que fosse algum policial penal de carreira. Cunha ainda considerou a atitude tomada pelo governador Gladson Cameli como uma dura resposta aos policiais penais.

Publicidade

“Eu não estou pedindo, não precisa ser ligado ao Arlenilson. O governador tem livre escolha para escolher quem ele quiser. Mas eu não posso deixar aqui de me manifestar. Essa nomeação, pra mim, é uma resposta muito negativa, aos policiais penais, que já trabalham no limite. Foi uma resposta dura aos colegas policiais”. – disparou Arlenilson, que além de deputado, também é policial penal.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.