20 junho 2024

‘Enem dos concursos’: quanto custa se inscrever, salários e cargos: veja o que se sabe

Redação Folha do Acre

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Concurso Nacional Unificado centralizou em uma única prova os concursos autorizados para a seleção de servidores públicos. Ao todo, são ofertadas 6.640 vagas.

O Concurso Nacional Unificado, conhecido como “Enem dos concursos”, vai centralizar em uma única prova os concursos autorizados para a seleção de servidores públicos em diferentes órgãos do governo federal.

Pagando uma única taxa de inscrição, os candidatos poderão concorrer a 6.640 vagas disponíveis em órgãos federais, desde que sejam de uma mesma área de atuação.

1. Por que o governo decidiu unificar os concursos?

A proposta foi desenhada após a procura de alguns órgãos que tiveram concursos autorizados e relataram ter dificuldade de organizar os certames por conta própria, explica José Celso Cardoso, secretário de Gestão de Pessoas do Ministério de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Segundo a pasta, a estratégia vai democratizar o acesso às vagas ofertadas pelo poder público e racionalizar os custos.

2. Qual é a proposta da pasta?

A intenção do Ministério da Gestão é criar algo similar ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja nota é usada por centenas de faculdades e universidades de todo o país em substituição ao vestibular tradicional.

Inicialmente, a proposta é realizar o concurso unificado para preencher as milhares de vagas que estão abertas no serviço público federal neste ano (veja a lista), mas também cria bases de transição para um modelo de seleção periódico, afirma o MGI.

No “Diário Oficial da União” do dia 29 de setembro, foi publicado o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que institui esse novo modelo de concurso.

3. Todos os órgãos federais precisam aderir?

Os órgãos do governo federal poderiam aderir ao Concurso Nacional Unificado de forma voluntária até o dia 29 de setembro. Depois, aqueles que mudaram de ideia ainda tinham até 6 de outubro para comunicar o MGI.

Ao todo, 21 órgãos decidiram aderir à prova unificada (veja a lista). Segundo o MGI, juntos, eles englobam 73% das vagas autorizadas no serviço público atualmente.

4. Como vai funcionar a inscrição?

Os candidatos poderão concorrer a várias vagas em diferentes órgãos federais, mas dentro de uma mesma área de atuação. Assim, no momento da inscrição, eles deverão optar por um dos oito blocos temáticos disponíveis.

Depois de escolher o bloco, o candidato deverá ordenar a sua preferência entre os cargos e especialidades disponíveis.

Segundo o governo, o participante poderá escolher apenas um bloco temático, mas quantas vagas quiser dentro dele. A aprovação ocorrerá conforme a indicação de preferência do candidato.

Caso deseje, o candidato também pode se inscrever somente para uma vaga específica.

As inscrições vão começar no dia 19 de janeiro. O candidato precisará ter uma conta no Gov.br, de qualquer nível (ouro, prata ou bronze) para se cadastrar.

Independentemente do número de cargos que escolher, o candidato vai pagar uma única taxa de inscrição. O valor é de R$ 60 para vagas de nível médio e R$ 90 para nível superior.

Poderão pedir isenção da taxa inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea e quem for ou já tenha sido bolsista do Prouni ou Fies.

5. Como será a prova? E onde?

O governo diz que se inspirou no Enem para fazer o modelo de provas do concurso unificado. Elas serão aplicadas no dia 5 de maio em dois turnos:

Matutino (2h30 de prova)

nível superior: provas objetivas de conhecimentos gerais (20 questões) + prova discursiva de conhecimentos específicos do bloco temático.
nível médio: provas objetivas (20 questões) + redação.
Vespertino (3h30 de prova):

nível superior: provas objetivas de conhecimentos específicos (50 questões).
nível médio: provas objetivas (40 questões).
As avaliações são de caráter classificatório e eliminatório e contemplam a 1ª fase da primeira etapa do concurso unificado, que terá validade de 12 meses.

As demais fases são:

perícia médica (avaliação biopsicossocial) para a reserva de vagas das pessoas com deficiência;
procedimento de verificação da condição declarada para as pessoas negras;
e procedimento de verificação documental complementar para indígenas.
Além disso, para alguns cargos, haverá uma segunda etapa, de avaliação de títulos. A banca responsável é a Fundação Cesgranrio.

As provas serão realizadas em 220 municípios brasileiros (veja o mapa abaixo). Segundo a ministra Esther Dweck, 94% dos brasileiros estarão a até 100 km de um local de prova.

6. Quais são as vagas e salários?

São 6.640 vagas, em 21 órgãos federais. Desse total, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência (PCDs) e 20% para pessoas negras. Nos cargos da Funai, 30% das oportunidades serão destinadas para indígenas.

Fonte: G1

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