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Chacina no AC: 2º dia de júri tem depoimento dos réus, acusação do MP e fala da defesa

Por Redação 09/08/2023 08:10
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O júri dos seis acusados da chacina que vitimou mãe e dois filhos em 2020 entrou no segundo dia nesta terça-feira (8). A sessão ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, e, neste segundo dia, foi marcada pelo depoimento de quatro dos seis réus, além da acusação do Ministério Público (MP-AC) e advogados de defesa.

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A sessão, que estava marcada para começar às 8h, atrasou em mais de uma hora. De acordo com o juiz Alesson Braz, a previsão é que o julgamento encerre ainda na quarta-feira (9). O crime aconteceu em 13 de setembro de 2020. A ocorrência foi atendida pelas polícias Civil e Militar do Acre. Segundo a PM, dois moradores de Acrelândia, que são da mesma família, trabalhavam com a retirada de madeira em uma propriedade boliviana e um deles teria estuprado a menina de 14 anos na localidade.

O pai da menina flagrou a situação, amarrou o homem a um tronco de árvore e foi até o lado brasileiro para pedir ajuda da polícia para prendê-lo. Ao perceber a situação, outro acreano que estava no local correu até sua casa, avisou que o parente estava preso na propriedade do boliviano e chamou os familiares para resgatar o suspeito de estupro.

O grupo, então, foi em motocicletas até a propriedade boliviana para libertar o homem. No local, eles mataram a mãe da menina de 14 anos, dois irmãos da adolescente que não tiveram as idades divulgadas, e ainda atiraram contra a adolescente.

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Os corpos foram jogados próximos a uma árvore, e a casa da família foi queimada. O grupo teria ainda roubado cerca de R$ 10 mil e mais uma quantidade de dinheiro boliviano que estava na casa das vítimas.

Quem são os acusados?

Gean Carlos Alves da Silva – o Baleado. Ele é pai também dos acusados:
Geane Nascimento da Silva;
Gean Carlos Nascimento da Silva – Conhecido como Neném, e
Gilvan Nascimento da Silva;
Além de pai e filhos, também são réus: Luciano Silva de Oliveira, casado com Geane, genro de Baleado e José Francisco Mendes de Sousa.

O sétimo acusado, Gilvani Nascimento da Silva, de 19 anos, que teria sido o pivô de toda confusão que terminou em tragédia, foi assassinado a tiros no dia 6 de abril de 2021, em Rio Branco.

No primeiro dia de julgamento, foram ouvidos Gean Carlos (Baleado) e José Francisco. Além disso, a adolescente vítima de estupro e o pai dela também foram ouvidos. Como informantes, Geovane, filho de Baleado que na época era menor de idade e participou do crime, também foi ouvido. Ele pagou a pena em um centro socioeducativo. Outras seis pessoas também foram ouvidas no primeiro dia.

MP inicia debates

No segundo dia, também foi dado início aos debates. Quem começou falando foi o promotor de Justiça Teotônio Rodrigues Soares Júnior, que faz a acusação. Ele pede que o júri analise quem estava na cena do crime. Durante a fala, ele destacou que as vítimas mortas, mãe e dois filhos não podem mais falar porque foram assassinados pela família acreana.

A acusação também exibiu depoimentos de policiais e do delegado da época reforçando que a família era temida na região. Porém, o promotor destacou que com relação ao Baleado, Gean Carlos, pai de outros três acusados, a prova é fraca. O MP pede a condenação de Baleado apenas pelo crime de coação.

“Ver o tamanho da participação é importante para ver o tamanho da pena. Só que a pena é o juiz quem vai analisar, mas a questão aqui é quem participou”, destaca o promotor.

G1

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