Início / Versão completa
Geral

Indígenas fecham rodovia que liga AC ao AM e interdição afeta abastecimento em Boca do Acre

Por Redação 07/06/2023 09:06 Atualizado em 07/06/2023 10:57
Publicidade

 

Rodovia que liga o Amazonas e o Acre, a BR-317 está bloqueada há mais de uma semana, por moradores, entre eles indígenas. A interdição já afeta o abastecimento em Boca do Acre (AM), que tem registrado filas em postos e supermercados.

Publicidade

A rodovia é a principal via de acesso para fornecer alimentos, combustíveis e atendimento médico de alta complexidade para a comunidade indígena Aripuanã, localizada no km 45 da BR.

O bloqueio, liderado por indígenas da etnia Aripuanã, começou no dia 29 de maio e chegou ao nono dia nesta terça-feira (6).

O g1 conversou, por telefone, com donos de supermercados e postos de combustíveis. Eles relataram que a interdição já tem afetado o abastecimento.

Publicidade

Dono de um supermercado localizado no bairro Piquiar, em Boca do Acre, Francisco Brasil relatou dificuldade para repor os produtos e disse que a movimentação de clientes vem diminuindo.

“Quando começou a manifestação, nós sentimos no bolso. Muitos acreanos utilizam a estrada para chegar até o meu supermercado. Com a paralisação, ninguém vem. Além da queda de movimentação, os caminhões que precisam repor o estoque não chegam. Afeta todo o planejamento”, lamentou o comerciante.

Tenison Santos, dono de uma rede de postos de combustíveis, afirmou que há gasolina em apenas uma unidade. “Eu possuo três postos, dois já estão esgotados. O único que sobrou fica no km 2 da BR-317, que ainda deve ter uns uns oito mil litros de gasolina. As pessoas começaram a estocar, parece um cenário apocalíptico. A situação é muito grave”, disse Tenison.

Bloqueio

Um dos líderes do movimento, Ribeiraldo Apurinã, contou que a principal reinvindicação é o asfaltamento da BR-317 no trecho interditado. Segundo o líder indígena, muitos indígenas chegaram a morrer devido às condições da rodovia.

“Nesses últimos dias, perdemos alguns idosos, crianças e mulheres da nossa comunidade, por conta da péssima situação da estrada. Nosso povo precisa de atendimento médico e, desse jeito, não tem como se locomover. Nossa única alternativa foi fechar a estrada”, disse.

O líder afirmou, ainda, que uma audiência pública, entre as comunidades e autoridades, está marcada para ocorrer na terça-feira (13).

O que diz o Dnit
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-AM) informou que aguarda a liberação de uma licença ambiental do Ibama para começar o asfaltamento do trecho.

De acordo com o órgão, nesta terça, a Polícia Rodoviária Federal do Acre (PRF-AC) se reuniu com os manifestantes para falar sobre a obra na rodovia.

Trecho segue interditado

Também em nota, a PRF-AC confirmou que a rodovia segue interditada pelos moradores. “Somente alguns veículos estão passando, a critério dos manifestantes.

G1

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.