Início / Versão completa
Destaque

Acre tem a maior taxa de analfabetismo da Amazônia, mostra pesquisa do IBGE

Por Redação 09/06/2023 09:04
Publicidade

 

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8), pelo IBGE traz um dado que no mínimo deveria preocupar as autoridades do Acre: com 8,5% da população acima de 15 anos sem ler ou escrever, o Estado tem a maior taxa de analfabetismo da Amazônia. Sobretudo, o sistema educacional do Acre não atingiu as metas estabelecidas em 2015 para reduzir o analfabetismo.

Publicidade

São ao menos 57 mil pessoas que não leem ou escrevem às vezes o próprio nome. Apesar de tudo, essa taxa caiu 2022 ante a 2018, quando o analfabetismo atingia 11,3% da população acima de 15 anos.

Entre as 27 unidades da federação, as que mostraram as três maiores taxas de analfabetismo foram Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). Já as três menores taxas foram as do Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e de São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).

No país, a taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17 anos subiu de 89,0% em 2019 para 92,2% em 2022, ficando acima dos 90% pela primeira vez na série. Destacam-se as altas nas regiões Sudeste (5,0 pontos percentuais) Norte (3,3 p.p.) e Nordeste (3,1 p.p.), com estabilidade no Sul. Já a proporção dos que estavam na etapa adequada, isto é, que frequentavam ou haviam concluído o ensino médio, aumentou de 71,3% em 2019 para 75,2% em 2022.

Publicidade

“Nesse grupo etário, o aumento da taxa ajustada de frequência liquida é um importante avanço, uma vez que, normalmente, nessa etapa do ensino ocorre o crescimento do abandono escolar. Portanto, a expansão desse indicador aponta para a maior permanência desses jovens na escola”, comenta Adriana Beringuy, diretora do IBGE.

Embora tenham as menores taxas ajustada de frequência escolar líquida, Norte (68,1%) e Nordeste (69,3%) registraram os avanços mais intensos (5,9 p.p. e 6,0 p.p., respectivamente). Já o Sudeste teve a melhora menos intensa, 2,2 p.p., apesar de apresentar a maior taxa, 81,5%.

Destaca-se, ainda, a diferença nas taxas ajustadas por sexo e cor ou raça: 79,7% para mulheres e 71,0% para os homens, uma diferença de 8,7 p.p.; e 80,8% para as pessoas brancas, e 71,7% para pessoas pretas ou pardas, uma diferença de 9,1 p.p. Vale destacar também o avanço de 5,0 p.p. para pretos ou pardos em relação a 2019.

Fonte: Ac24horas

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.