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Empresa Maia e Pimentel é acusada de irregularidades e de não entregar EPIs a funcionários de hospital

Por Redação Folha do Acre 18/04/2023 10:11 Atualizado em 18/04/2023 11:06
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A empresa Maia e Pimentel, empresa do ramo de terceirização, está sendo acusada, pelos próprios funcionários, de cometer uma série de irregularidades que impacta diretamente na segurança funcional e da própria sociedade, uma vez que eles estão atuando na saúde pública.

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De acordo com denúncias que chegaram ate à reportagem da Folha do Acre, os funcionários do Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, estão trabalhando sem Equipamento de Proteção Individual (EPIs), como botas e não dispõe também de produtos adequados para realizarem a higienização dos ambientes hospitalares.

Segundo uma fonte que não quer ser identificada porque teme demissão, os funcionários estão sem botas e têm revezado um único par que conseguiram.

“A gente precisa de botas por ser hospital e ter risco de infecção, imagina ter que revezar entre todos uma única bota? É exatamente isso que tem acontecido. É triste a situação, mas não podemos reclamar aos chefes, pois somos punidos com demissão. Uma amiga nossa reclamou que estava sem os itens adequados para fazer a higienização das enfermarias quando alguém falece. Eles não deram e ainda demitiram a mulher por reclamar pelo acesso ao básico”, diz.

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Vale lembrar que a limpeza de ambientes hospitalares é uma das áreas que merece maior atenção e deve ser executada cumprindo criteriosas etapas que incluem limpeza, desinfecção e descontaminação. Não se trata de uma limpeza comum, mas de uma limpeza cuidadosa e criteriosa que inclui etapas que visam evitar proliferação de doenças e até mortes. Entre as etapas incluim-se a higienização recorrente, imediata e a terminal que é justamente a fase em que a funcionária da Maia e Pimentel sofreu as consequências por ter pedido os materiais necessários.

A higienização terminal compreende a limpeza e/ou desinfecção ambiental que abrange pisos, paredes, equipamentos, mobiliários, inclusive mesas de exames e colchões, janelas, vidros, portas, grades de ar condicionado, luminárias, teto, em todas as suas superfícies externas e internas. Em unidades de internação de pacientes, a limpeza terminal é realizada após alta, transferência ou óbito ou em períodos programados.

A novela da falta da certidão

Até o fechamento desta matéria a última certidão de regularidade da empresa Maia e Pimentel junto à Receita Federal era de setembro de 2022. Atualmente não é possível conseguir a emissão da certidão da empresa junto à Receita o que a impossibilitaria de receber do governo, renovar ou aditivar contratos. No entanto, a empresa segue operando normal graças a uma “manobra judicial” que prorrogou o prazo da suposta validade da certidão.

De acordo com o secretário de Saúde, Pedro pascoal, na quinta-feira (12) a Maia e Pimentel, apresentou a documentação pendente. Ficando pendente apenas a certidão federal, entretanto, a empresa apresentou documento judicial, em substituição à certidão, que passará por análise do setor jurídico da Secretaria de Saúde.

De acordo com o diretor adminsitrativo da empresa, Junior Alves, a Maia e Pimentel possui créditos junto à Receita Federal e está aguardando a compensação deles para que seja feito uma espécie de encontro de contas para a emissão da certidão.

“Estamos dentro da legalidade e até o momento não houve a compensação do nosso crédito”, declarou.

A respeito da falta de EPIs da denúncia acima, Junior Alves afirma que até a próxima semana a situação será regularizada.

“As providências já foram tomas e tudo será regulzarizado de acordo com o que é exigido”, declarou

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