Início / Versão completa
Política

Atendendo pedido de Edvaldo, Aleac discute reformulação do PCCR da Saúde e procuradora revela que criação de vagas é necessária e há legalidade

Por Assessoria 25/04/2023 14:50
Publicidade

 

Uma audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), discutiu a respeito da atualização das vagas previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Publicidade

A iniciativa é do deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB). A audiência aconteceu no âmbito das Comissões de Serviço Público e de Saúde. O autor do requerimento afirmou que as mudanças no Plano, prevendo novas vagas para enfermeiros e auxiliares, precisam ser feitas até a próxima quinta-feira (27) antes da publicação do Relatório Fiscal do quadrimestre, que pode colocar o Acre novamente no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Esse limite impõe restrições no tocante a alterações nos planos de carreiras. A Saúde discute a reformulação do seu plano há muitos anos e quer fazer isso no tempo necessário e na profundidade necessária e com consequências objetivas. Mas, tem uma questão pontual, que são as vagas. O quantitativo de vagas, para diversas carreiras, tem várias anomalias levantadas pelos sindicatos. Quando foi discutido o edital do concurso, foi feito uma mobilização dos sindicatos para que a gente mudasse e abrisse pelo menos vagas, por exemplo, para biomédicos. Era uma anomalia o que estava no edital”, disse Edvaldo Magalhães.

De acordo com ele, foi prometido ainda no ano passado que quando fosse divulgado o Relatório Fiscal em janeiro deste ano, “haveria uma mudança nesses quantitativos [do PCCR da Saúde]. A alteração seria para dar garantia para poder fazer a contratação”. E acrescentou que não haja a revisão das vagas até o fim de abril, “no caso da Saúde, mesmo que tenha a necessidade, tenha a emergência, o plano hoje limita essas contratações [no formato que está]. Se não for feito isso até a quinta-feira desta semana, não será possível depois desse relatório fazer esse chamamento, mesmo que haja necessidade, que haja uma catástrofe”.

Publicidade

Alesta Costa, presidente do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Acre (Spate), reforçou que a Saúde nunca foi prioridade e que o PCCR só existe no papel. “Se o governo do Estado não colocar sensibilidade, a saúde nunca será prioridade. Estamos há cinco anos e três meses do mandato do governador Gladson Cameli e não dar mais para esperar. Não existe um PCCR, só fictício”, disse a sindicalista.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Acre (Sintesac), Juscelino Gonçalves, frisou que os trabalhadores “estão cansados de elogios” e querem respostas na prática. Quero fazer um pedido. Enquanto a gente batalha para que o PCCR seja finalizado. Se tem 6% para dar para a Saúde, reparta isso aí para nós. Dobre o auxílio alimentação, dobre o valor do plantão. Façam isso. Essa gordura dá para dividir nestes quatro pontos. Tem o cadastro de reserva, mesmo chamando todo mundo ainda não contempla. A gente precisa de vagas”.

O representante do cadastro de reserva do concurso da Saúde, Marcos Silva disse que o que eles querem é garantir o direito de ser convocado. “Nós queremos o que é nosso de direito. Chamar a atenção para a importância do serviço para cuidar da saúde dos acreanos. Hoje o nosso cadastro de reserva é formado por 59 fisioterapeutas. São 40 em Rio Branco, 8 em Brasileia e 11 em Cruzeiro do Sul”.

A procuradora-chefe da Procuradoria de Pessoal, da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Neyarla de Souza Pereira Barros, disse que a criação de novas vagas no Plano da Saúde é necessária e não há nenhum impedimento legal neste momento para a criação destas. Ela pontuou que a criação de cargos efetivos tem sido uma recomendação constante da Procuradoria.

“Já há alguns anos, nós viemos orientando o Poder Executivo da necessidade da criação de novos cargos efetivos. Isso porque quando se criou o PCCR já faz muito anos e já se tornou insuficiente. Temos menos cargos efetivos que o necessário. Ocorre por um longo período de tempo, a partir de 2015, tivemos uma série de restrições fiscais. Se a gente tiver com esse limite ultrapassado, a legislação proíbe o gestor de criar cargos efetivos. O que mudou nestes últimos meses? O Estado do Acre está hoje no momento sem esse limite. Estamos em situação de regularidade fiscal. Nessa quadra da história está autorizado a encaminhar para o parlamento propondo a criação de novos cargos efetivos. Essa informação não é um sigilo. É uma informação pública”, disse a procuradora.

Neyarla Barros fez uma observação: “muito embora a gente possa criar cargos agora, ele tem um limite. Falando numa linguagem muito simples, o que o caixa do estado pode prover. Esse volume que pode vir, ele está condicionado ao que o estado pode suportar. Mas, existe a possibilidade de criação, existe essa necessidade e é o que a Procuradoria vem recomendando”.
Serlene Maria Prado, representante da Secretaria de Estado de Saúde, afirmou que há um estudo em andamento para identificar o quantitativo de vagas necessárias. Ela reforçou o que foi dito pela procuradora Neyarla Barros. Reconheceu a necessidade da criação das vagas.

A líder do governo na Assembleia, deputada Michelle Melo (PDT), disse que os 24 deputados estão unidos pela reformulação do PCCR da Saúde e dos servidores da administração direta em que os vencimentos básicos não chegam a 1 salário mínimo. Porém, ela pediu que não tenha politicagem nas discussões.

“Eu sei da falta de dignidade que isso nos traz. Eu sei o que é estarmos há 10, há 15 anos e não termos perspectiva de futuro [cargos temporários]. A gente precisa levantar essa bandeira com muita honestidade sem politicagem. Não são problemas de uma gestão, de um mandato, de dois mandatos, são problemas profundos”, disse a líder do governo.

Adailton Cruz (PDT) afirmou que caso o governo não envie um projeto reformulando as vagas, “a Saúde vai quebrar”.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.