Início / Versão completa
Cotidiano

Alan diz que Bolsonaro errou ao não defender vacinas e confirma oposição responsável a Lula

Por Redação 01/11/2022 08:53 Atualizado em 01/11/2022 11:03
Publicidade

O senador eleito no Acre, Alan Rick, foi o entrevistado desta segunda-feira, 31, no Programa da Jô Edição Podcast. O também jornalista e atualmente deputado federal, falou de seus caminhos dentro da política nos próximos anos, seus projetos aprovados, vida pessoal e o que espera da gestão de Lula como novo presidente do país.

Publicidade

De acordo com ele, o segundo turno das eleições 2022 foi difícil, mas estava esperançoso na vitória de Jair Bolsonaro, o que não aconteceu e o deixou arrasado. Agora deve ser oposição no senado, mas declarou que será responsável.

“É momento de colocar o pé no chão, porque Deus nos deu a oportunidade de estar no senado para ajudar nosso país. Serei uma oposição responsável, com muito equilíbrio, fazendo aquilo que o povo do Acre me determinou a fazer: ajudar meu país, votar com responsabilidade e trazer recursos para o nosso estado”, declarou.

Rick comentou ainda sobre o silencio de Bolsonaro após a derrota nas urnas. Para ele, o atual presidente deve estar absorvendo toda a situação para depois se pronunciar e defendeu as manifestações das pessoas opostas ao resultado da eleição, que estão ocorrendo em ruas de todo o país.

Publicidade

Além disso, ele visualiza que o erro de Bolsonaro foi não defender a vacina da Covid-19, enquanto o Brasil e o mundo perdia diversas pessoas para a doença, drama que também enfrentou.

“O presidente poderia ter sido mais contundente, defendendo a vacina em massa para a população, porque eu vivi isso, quase perdi minha esposa e meu filho. Acho que quem não quer se vacinar, tem esse direito, mas precisamos sempre nos lembrar que a minha liberdade não pode prejudicar o outro”, apontou.

O politico espera agora que Lula cumpra com sua palavra, que não ataque o agronegócio, o que chamou de crucial para o desenvolvimento Brasil e também não incite a violência e invasão do campo, não libere o uso de drogas e do aborto e outras coisas que defende como cristão.

“Em uma eleição tão polarizada, o povo brasileiro mostrou que sua confiança em Lula é pequena, então, no seu primeiro deslize, ele pode sofrer as consequências. O país avançou muito em diversas áreas, então a gente espera que ele não destrua tudo o que conquistamos, que ele faça um governo pelo bem do povo brasileiro”, comunicou.

Foram abordados ainda, temas sobre os anos em que Alan foi jornalista no Estado, fases que marcaram a profissão, alianças e traições dentro da vida politica e se guarda mágoas dos adversários durante a campanha.

Em relação a Marcio Bittar, o futuro senador declarou que prefere que cada um siga seu caminho, já que para ele, o candidato que concorreu ao governo, mas perdeu, é egoísta politicamente, o que não deveria acontecer.

“Eu prefiro que ele trilhe seu caminho para um lado que eu vou trilhar o meu para outro, porque eu percebi que a maneira que ele pensa politicamente é diferente da minha. Entendo que política é grupo, se você pensar só, tentar derrubar as pessoas por um projeto familiar, não é o que eu faria”, afirmou.

Enquanto sobre Gladson Cameli, não o culpa por desavenças e sim sua equipe, mas apontou que respeita o governador e está pronto para trabalhar juntos para o crescimento do estado.

“Quando você ganha uma eleição, você precisa ser generoso, ter um coração de manteiga e um coro de jacaré, para suportar as pancadas, perdoar e seguir em frente. Porque o Acre precisa que a gente dê as mãos agora e trabalhe pelo nosso povo, vamos trabalhar”, expôs.

Ac24horas

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.