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Escolas vão informar ao MP e Conselho Tutelar nomes de pais que não autorizarem vacinação dos filhos

POR Redação

Saúde Municipal tenta aumentar a cobertura vacinal entre crianças de 5 a 11 anos. Nessa segunda-feira (1º), alunos da Escola São José foram atendidos pelos vacinadores. Do total de 12 mil crianças, apenas 4 mil tinham tomado a vacina antes da ação.

As equipes de saúde de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, iniciaram uma busca ativa nas escolas para tentar aumentar a cobertura vacinal contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. É que a pasta imunizou, antes da ação, 33% do público-alvo. Os diretores de escolas foram orientados a informar os nomes dos pais ou responsáveis que não autorizarem a vacinação dos pequenos ao MP e Conselhor Tutelar.

Das 12 mil crianças que devem ser vacinadas, a Saúde Municipal imunizou apenas 4 mil. Nessa segunda-feira (1º), os vacinadores estiveram na Escola São José para atender o público infantil.

Devido ao baixo número de imunizados, as equipes foram para as escolas buscar esse público. “Então, os gestores passaram o cronograma e, a partir daí, já estamos fazendo essa vacinação in loco”, explicou a secretária de saúde, Valéria Lima.

Apesar da estratégia para alcançar esse público, as equipes ainda enfrentam resistência dos pais dos alunos em autorizar a vacinação.

A estudante Iasmin Lima, de 14 anos, foi uma das alunas do Colégio São José que aproveitaram a oportunidade para se imunizar. Para isso, os pais de Iasmin tiveram que autorizar a imunização.

“Quando eu descobri que ia ter vacinação aqui na escola, resolvi tomar aqui para poder me prevenir porque está dando muitos casos”, destacou.

Foi feito um levantamento na escola de Iasmin para saber quantos alunos já se vacinaram e os que ainda precisam se proteger contra a doença. Conforme o estudo, dos quase 2 mil alunos, 440 não tomaram ainda a vacina.

Segundo a gestora, Rosa Mônica, os pais que não permitirem a vacinação dos filhos serão encaminhados ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público.

“As escolas públicas, por orientações do promotor de Justiça da Vara da Infância e Adolescência, fez uma reunião com todas as diretoras, a campanha é feita dentro da escola, que tem que fazer uma mobilização. Depois dessas estratégias, é encaminhar a listagem de quem não veio para a escola trazer o filho se vacinar, encaminhar ao Conselho Tutelar e depois ao Ministério Público”, reforçou.

Amparados por lei

O Acre tem uma lei estadual, que foi sancionada em 2018, estabelece que a atualização das carteiras de vacina passa a ser cobrada também pelas escolas da educação infantil e da primeira etapa do ensino fundamental do Acre. O decreto que obriga os pais a apresentarem a carteira de vacinação ao matricularem as crianças.

Caso o documento esteja desatualizado, a lei estabelece que a escola deve informar aos responsáveis as vacinas que estão faltando e também esclarecer a família do aluno a importância da vacina na infância. A não apresentação da carteira não impede as matrículas, mas “o descumprimento permitirá que a escola oficie ao Conselho Tutelar Municipal para que tome as medidas administrativas cabíveis”, destaca a lei.

Em 2019, pela primeira vez, as escolas públicas do Acre passaram a exigir a carteira de vacinação das crianças no momento da matrícula. A medida surgiu após as vacinas do calendário infantil ficarem abaixo da meta em 2017, que era de 95%.

Ainda em 2019, quando não se vivia em pandemia, o Ministério Público, preocupado com a baixa cobertura vacinal se reuniu com representantes das secretarias de Saúde e Educação, nesta quinta-feira (5), para falar sobre as estratégias de tornar mais rígido o cumprimento da lei no estado.

G1

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