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Risco de desabastecimento do diesel acende sinal da alerta no Acre

Por Redação 08/06/2022 08:20
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O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (SINDEPAC), Delano Lima e Silva, manifestou preocupação com a possibilidade de desabastecimento de diesel nos próximos meses nos estados da região Norte. O empresário do setor tranquilizou os consumidores acreanos com o comentário que o estoque no Estado é suficiente para os próximos meses.

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A frota dos órgãos do governo federal, estadual e municipal são movidos à diesel, assim como as empresas de ônibus, transportadoras, empreiteiras e empresas da construção civil.

Delano explica que a comercialização do óleo diesel nas bombas dos postos de combustíveis corresponde por uma parcela significativa das vendas.

“Caso venhamos enfrentar o problema do desabastecimento do produto, as localidades mais penalizadas são as mais remotas”.

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O setor desembolsa por cada litro de diesel comercializado na bomba no Acre, o valor de R$ 1,00 do diesel S500 e R$ 1,01 do diesel S10 são destinados para o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O preço muda muito devido a política de preço de cada posto com sua distribuidora, mas por conta do valor da alíquota estipulada pelo governo do Estado e os constantes reajustes dados pela Petrobras nos últimos meses, o preço do diesel S10 varia nos postos de combustíveis entre R$ 7,68 a R$ 7,72. “Há uma variação de posto para posto, mas a média fica em torno de R$ 7,62 a R$ 7,69 do diesel s500 (comum)”, observou.

O risco do desabastecimento do óleo diesel está relacionado à dificuldade dos importadores em repassar o custo da operação no mercado interno estrangulado com as constantes altas dos combustíveis. Somente nos últimos 90 dias, foram realizados três aumentos nos preços do diesel: 8,08% (janeiro), 24,9% (março) e 8,87% (maio). Desde março deste ano
que a Petrobras encaminhou um ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) alertando do risco de desabastecimento no segundo semestre, com a prorrogação da guerra na Ucrânia.
Cerca de 30% do diesel consumido no país, são procedentes de outros países internamente, enquanto o restante das refinarias instaladas na região da Costa Brasileira. O sinal de alerta disparou após a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) emitir um comunicado apontando que grande parte das refinarias no país dependem exclusivamente da importação do produto do exterior.

Com informações A Tribuna

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