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Servidores do INSS deflagram greve geral por tempo indeterminado

Por A Tribuna 26/03/2022 06:16 Atualizado em 26/03/2022 08:18
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Sem nenhum avanço nas negociações com o governo federal, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social resolveram cruzar os braços por tempo indeterminado no estado. Os grevistas reivindicam reajuste de quase 20% correspondente às perdas inflacionárias dos últimos três anos, melhores condições de trabalho nas agências e concurso público já para preenchimento das vagas residuais dos aposentados.
“A agência do INSS do Bosque foi fechada por falta de funcionários, mas os funcionários que foram transferidos para a agência centro estão acumulando várias funções”, lamentou o presidente do Sindicato dos Servidores Federais no Estado do Acre (SINDSEP/ AC), Gerson Leandro Santos.
Destacou que a Lei Complementar 173/2020 que impedia rea- juste no salário de servidores federais, estaduais e municipais encerrou no fim do ano passado. Caminha para o terceiro mês, sem que nenhuma entidade sindical seja recebida pela equipe do Ministério da Economia para tratar da questão salarial.

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“Servidor público não é relógio para trabalhar de graça, pois o poder de compra do nosso salário perde a cada mês com a inflação”, desabafou o sindicalista.

O presidente do SINDSEP/ AC destacou que os professores da Universidade Federal do Acre (Ufac) devem aderir o movimento até a próxima semana, inclusive os servidores de outros órgãos federais no estado.

Antecipou que servidores federais decidiram cru- zar os braços por tempo indeterminado para pressionar o governo Bolsonaro sentar para negociar a pauta específica de cada categoria.

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Pleito – O movimento sindical não abre mão dos seguintes pontos: reajuste emergencial de 19,99% para todas as categorias do funcionalismo público federal (ativos, aposentados e pensionistas), o fim dos ataques aos direitos dos servidores, a revogação da Emenda à Constituição (EC) no 95, do Teto de Gastos, que congela investimentos públicos por 20 anos, o arquivamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC32), da famigerada reforma Administrativa em tramitação no Congresso Nacional e a garantia de qualidade no atendimento prestado à população que busca atendimento nos órgãos federais. A greve geral foi encabeçada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Sindicatos dos Servidores Públicos.

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