Início / Versão completa
Geral

Imóveis e eletrodomésticos devem ficar até 10% mais caros no Acre

Por A Tribuna 23/03/2022 08:22 Atualizado em 23/03/2022 08:58
Publicidade

Imóveis e bens duráveis como os aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos devem ter preços elevados em média de 10%. Reajuste acompanha aumento no preço do aço.

Publicidade

Empresários afirmam que imóveis e bens duráveis como os aparelhos eletroeletrônicos tendem a encarecer em média 10% nos próximos meses. Isto porque, segundo eles, num efeito ‘dominó’, cadeias produtivas dos segmentos da construção civil e da indústria de materiais eletroeletrônicos e eletrodomésticos, sentem os reflexos da elevação de preços de insumos essenciais à produção, como o aço.

Somado ao aumento nos custos de energia elétrica e combustíveis, a previsão é de que a conta fique maior no bolso do consumidor.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil comentou que a atual conjuntura econômica, agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, resulta em reajustes que pressionam o setor da construção civil. Ele relata que dois insumos considerados fundamentais para o segmento, que são o cimento e o aço, tiveram os preços elevados recentemente.

Publicidade

Por outro lado, insumos derivados do petróleo como o PVC (Policloreto de Vinila) também tendem a ser fornecidos por valores mais elevados.

“O pacote de cimento teve aumento de R$ 2. O aço deverá subir 20% segundo anúncios feitos pelas siderúrgicas. Esses dois materiais puxam os custos por serem de elevada composição nas construções. As planilhas de composições de preços para imóveis novos e para obras públicas vão aumentar porque os preços componentes elevaram. Estimamos alta entre 8% e 10% nos preços na linha imobiliária”, disse o presidente.

Eletroeletrônicos até 12% mais caros

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento, os reajustes nos preços dos produtos finais do segmento estão estimados entre 7% e 12%.

Nascimento explica que a indústria de eletroeletrônicos e eletrodomésticos concentra esforços, desde o início da pandemia, para absorver, dentro do que é viável à manutenção da operacionalidade das empresas, os impactos dos custos nos insumos mais importantes para a produção, em especial o aço e o plástico.

“Entretanto, com aumento significativo dos preços dos insumos nacionais, energia elétrica, elevada variação cambial do dólar entre outros, desde o segundo semestre de 2021 tem sido inevitável a interferência destas despesas nos preços finais de nossos produtos. O cenário macroeconômico desfavorável, com inflação acima da média prevista e Real desvalorizado, também contribui para manutenção deste cenário neste primeiro trimestre de 2022”, disse o presidente da Eletros.

De acordo com um dirigente da Fieac o repasse dos aumentos ao produto final ocorre conforme a reposição dos estoques.

“O reflexo no preço do produto final ocorre a partir do momento em que as empresas adquirem insumos com majoração de preços. Depende muito dos estoques de cada empresa e da reposição de insumos”, disse.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.