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Cotidiano

Gabriela Câmara e a vocação cristã em um cargo no governo

Por Gina Menezes 28/03/2022 13:40 Atualizado em 28/03/2022 13:41
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A sala é minúscula e aborratada com móveis velhos démodé. É ali onde Gabriela trabalha de segunda a sexta-feira debruçada sobre uma pilha de papéis e recebendo no pequeno espaço dezenas de pessoas que a procuram, a maioria líderes religiosos em busca de regularização fundiária. Seria só mais uma sala do Iteracre e seria só uma mais uma Gabriela se não fosse pelo sobrenome que ela carrega. Câmara. Ela é Gabriela Câmara, filha de políticos e empresários, porém, antes de tudo, ela é neta e bisneta de pastores que resolveu aceitar o convite do governador para ser diretora em um instituto para encabeçar um projeto de legalização fundiaria de templos religiosos. Ela que já visitou igrejas do estado todo sabe como é difícil a vida dessas lideranças.

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Enquanto assumia sua austera sala de móveis velhos no Iteracre, Gabriela acompanhava os últimos preparativos para a inauguração do maior complexo de comunicação do Acre que pertence a sua família. A decoração é sofisticada, clean e de primeira como dizem por aí. Os equipamentos os mais modernos, mas isso não impressionou muito a missionária Gabi, como é chamada pelos pastores. Ela sempre diz que tudo material é passageiro. Os valores dela estão em outro lugar. Ela foca em pessoas.
Gabriela não é candidata e nem quer o título de funcionária do ano no governo do Acre, mas quer honrar o convite recebido pelo governador e por isso é assídua, pontual e de resultados.
Ela e sua minúscula equipe, composta por ela e mais uma pessoa, Romário Costa, desarquivaram  aproximadamente mais de 130 processos, fizeram levantamentos de mais de 65 terrenos de templos na capital Rio Branco, estiveram em municípios e fizeram  o levantamento, por exemplo, em Sena Madureira, Bujari, Porto Acre, Senador Guiomard, Assis Brasil, Plácido de Castro,  Epitaciolândia e outros.
Alem de ser idealizadora do Program IGREJA LEGAL NO ACRE, ela protocolou junto à frente parlamentar evangélica do Brasil e ao Ministério de Desenvolvimento esse importante projeto para as entidades religiosas do estado.
Nos próximos dias estará entregando títulos no Montanhês, Sena Madureira, Assis Brasil e Epitaciolândia. “Estão avançando! Em três meses já conseguimos gigantescos avanços”.
Não. Ela não é candidata. Ela tem em si a semente do Evangelho e quer ajudar. Dar o seu melhor para que líderes eclesiásticos tenham a seguranças das propriedades.
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