Início / Versão completa
Cotidiano

Defesa de homem que matou namorada com tiro após ‘roleta-russa’ diz que não teve intenção

Por Redação Folha do Acre 28/02/2022 08:43
Publicidade

Em audiência, defesa pediu que crime seja tipificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Mas, MP-AC se manifestou pelo pronunciamento do réu para ir a júri popular por homicídio doloso, com qualificadora de feminicídio e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Publicidade

A defesa de Alessandro Silva Magalhães, acusado de matar a namorada Cristina Raquel dos Santos Barros, de 20 anos, em maio de 2020, pediu que ele passe a responder pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O pedido foi feito durante audiência de instrução e julgamento na última sexta-feira (25), na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Ao todo, cinco testemunhas foram intimadas para prestarem depoimento, sendo que duas faltaram, segundo a defesa. Com isso, foram ouvidas três testemunhas e o réu.

A jovem foi morta com um tiro na cabeça no bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco, após uma “brincadeira de roleta-russa”.

Publicidade

Ao g1, o advogado de Alessandro, Sidney Lopes Ferreira afirmou que o rapaz confessou o disparo de arma de fogo, porém não teve a intenção de matar a namorada.

“Na verdade, ele não teve intenção de matar, não há que se falar em dolo eventual mínimo. Foi uma coisa que as pessoas brincam com arma, já tinha o relato que ele tinha brincado mais cedo, tanto ele, quanto ela. Ele assumiu a situação, mas não é nessa linha de feminicídio, até porque ele nunca subjugou a vítima. Nas minhas alegações, pedi para desclassificar o crime para homicídio culposo. Em nenhum momento o Alessandro quis ceifar a vida da vítima”, disse o advogado.

Já o Ministério Público, durante a audiência, pediu pela pronúncia do réu pelo crime de homicídio doloso, com a qualificadora de feminicídio, além de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caso ele seja pronunciado, deve passar por júri popular. A decisão ainda deve ser publicada pela juíza Luana Campos, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

G1

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.