Início / Versão completa
Cotidiano

Acre é o segundo estado que mais perdeu floresta de forma proporcional ao território em 2021, aponta Ipam

Por Redação Folha do Acre 07/02/2022 08:39
Publicidade

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) emitiu na última sexta-feira (04) uma nota técnica que pormenoriza o desmatamento nos estados que compõem a Região Amazônica nos últimos três anos. Dentre as informações destacadas, enfatiza-se que o estado do Acre foi o segundo estado que mais perdeu floresta, de forma proporcional, em 2021, com aumento de 104%.

Publicidade

A nota, que se baseia em dados emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no triênio 2019-2021, que é o intervalo analisado pelo Ipam, o Acre concentrou 7% do desmatamento no bioma.

Mesmo ficando em quinto lugar, atrás do Pará com 43%, seguido por Amazonas (18%), Mato Grosso (16%) e Rondônia (13%), o estado se destacou como o que mais perdeu área de floresta em termos proporcionais ao território.

DESMATAMENTO POR CATEGORIA FUNDIÁRIA

Publicidade

Ainda segundo o relatório, com exceção do Amapá e do Tocantins, as médias de desmatamento anual foram maiores no triênio 2019-2021 quando comparadas às do triênio 2016-2018.

Nestas condições, o Acre aparece como o quarto estado, com 376 quilômetros quadrados de impacto, o que o coloca como o segundo maior aumento na área média anual desmatada entre o primeiro e o segundo triênio, ficando atrás apenas de Roraima, com 122%.

O destaque também fora dado à região conhecida como Amacro, composta pelos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. De acordo com a nota, o aumento no Acre se deu com mais força em imóveis e assentamentos rurais.

“As áreas desmatadas concentram-se na divisa Amazonas-Acre-Rondônia, região conhecida como Amacro, onde grandes áreas desmatadas têm ocupado Florestas Públicas Não Destinadas e Áreas Protegidas como Unidades de Conservação e Terras Indígenas”, falou.

ÁREAS CRÍTICAS

As áreas de maior aumento absoluto do desmatamento no Acre no último triênio (2019-2021) em relação ao triênio anterior (2016-2018) estão mais próximas dos municípios de Feijó, Sena Madureira, Tarauacá e Rio Branco, sendo que os três primeiros ocorrem com mais frequência nas margens da BR-364.

A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes também recebeu destaque como uma das áreas de conservação que apresentam maior alta de desmatamento absoluto.

Na discussão, a nota fala que o desmatamento é prejudicial não somente à fauna e flora, mas também na multiplicação de conflitos de terra, na ameaça de direitos dos povos indígenas e no impacto de oportunidades de negócios no Brasil.

“Combater o desmatamento é um trabalho coletivo. Nele, o governo federal e suas instituições responsáveis pela governança ambiental; o poder Legislativo, que cria leis que impactam a dinâmica da derrubada de florestas; o engajamento do Judiciário, sendo mais célere no julgamento de crimes ambientais; e os governos estaduais são todos peças-chave na engrenagem que representa a governança e a gestão socioambiental para a redução do desmatamento no bioma”, frisou.

ContilNet

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.