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terça-feira 17 maio 2022

Com menos de 10 veículos próprios, Zeladoria de Rio Branco gasta mais de R$ 1,4 milhão em combustível

POR Redação Folha do Acre

Neste primeiro dia útil do ano de 2022, o secretário Municipal de Zeladoria de Rio Branco, Joabe Lira, publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), um extrato de contrato com a empresa Prime Consultoria e Assessoria Empresarial LTDA.

A empresa contratada, de Santana de Parnaíba, interior do estado de São Paulo, fará o gerenciamento de R$ 1.425.663,60, que serão gastos com diesel S10, diesel comum e gasolina.

A secretaria comprou 8.520 litros de gasolina comum, ao preço de R$ 60.492,00; 203.280 litros de diesel comum, ao preço de R$ 1.246.106,40; e 19.020 litros de diesel S10, ao preço de R$ 119.065,20.

Em simples matemática, conclui-se que o preço por cada litro de gasolina é de R$ 7,10 (sete reais e dez centavos). Por cada litro de diesel comum foi pago R$ 6,13 (seis reais e treze centavos). Já o litro de S10 foi pago o valor de R$6.26 (seis reais e vinte e seis centavos). Pela lei, a administração pública tem o dever de licitar e pagar o menor preço praticado no mercado.

O que mais chamou atenção, além do volume de dinheiro investido em combustível, é a ausência de especificação da destinação ou finalidade do combustível, na contratação: “cujo objeto é Contratação de serviços de gerenciamento no abastecimento da frota de veículos e máquinas, abastecimento este por meio de sistema eletrônico, com a utilização de cartões magnéticos e, ou microprocessador (chip), de aceitabilidade nos postos de combustíveis, credenciados, por conta do fornecimento diante da necessidade de consumo, de: gasolina comum, óleo diesel comum e óleo diesel S-10), atendendo as necessidades da Secretária Municipal de Zeladoria da Cidade – SMZC”, diz o extrato da publicação.

A publicação não menciona especificadamente a finalidade do combustível, e nem justifica o desempenho operacional compatível e alinhado com o volume de litros adquiridos.

Um servidor do setor de transportes, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que a Zeladoria possui menos de dez veículos próprios ativos, e que este volume de litros adquiridos seria para abastecer outros veículos de terceiros, em outros contratos de locação.

“A Zeladoria não tem frota própria, maioria dos veículos e equipamentos estão sucateados e estacionados nos fundos da Zeladoria, aguardando manutenção”, disse.

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