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‘Não vejo motivo para esta operação’, diz vereador Fábio Araújo que foi alvo da PF

Por GINA MENEZES 09/11/2021 09:45 Atualizado em 09/11/2021 09:57
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Alvo de mandato de busca e apreensão no último dia 5, por parte da Polícia Federal, na Operação Contágio II, o vereador pedetista de Rio Branco, Fábio Araújo, usou a tribuna da Câmara de Vereadores na manhã de terça-feira (9) para afirmar que não vê motivos para tal operação. Ele afirmou ainda que já se colocou à disposição do delegado que está à frente do caso, mas que até o momento ainda não foi ouvido e, portanto, não tem conhecimento do processo.

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Deflagrada na última sexta-feira, dia 5, pela Polícia Federal, a operação teve como um dos alvos o vereador Fábio Araújo (PDT) e uma empresa que forneceu material de EPIs à Secretaria de Saúde de Plácido de Castro, que fica no interior do Acre.

As compras, segundo a Polícia Federal, ocorreram no primeiro semestre do ano de 2020, no município de Plácido de Castro. Um dos contratos margeia R$ 500 mil, e entrou na mira da polícia após não serem encontrados documentos fieis para comprovar a entrada e saída dos produtos.

A investigação identificou na prefeitura, à época dos fatos, uma espécie de gabinete de compras paralelo ao da secretaria de compras e licitações, sendo que seus integrantes sequer pertenciam aos quadros do município. Os produtos supostamente comprados também não foram levados ao depósito da secretaria.

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Chamou a atenção dos investigadores, o fato de que na sede da empresa vencedora foram encontradas notas fiscais que demonstram grande diferença entre o valor de aquisição dos produtos e os preços fornecidos à prefeitura. Alguns objetos chegaram a ser vendidos pelo dobro do valor. “Fui surpreendido com a operação da Polícia Federal no meu gabinete, de pronto me desloquei a sede e entreguei o que foi pedido .Fiz questão de entregar ao delegado. Não vejo motivos para esta operação, pois sempre me coloquei à disposição da Justiça”,’contou detalhes de sua versão.

O vereador afirmou que pedirá ajuda ao Judiciário para ter acesso ao processo. “Protocolei documento para ser ouvido pelo delegado que preside o inquérito e também para o Juiz que autorizou o mandado de busca e apreensão”, diz.

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